A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) nega que nos seus hospitais se pratique a distanásia, ou seja, a administração de tratamentos a doentes terminais sem qualquer efeito prático. Em comunicado, a APHP nega, assim, o que “alguns comentadores, no âmbito do debate em curso sobre a problemática da Eutanásia, têm insinuado, ao supostamente referenciarem as unidades de saúde privada como promotores de ‘um negócio da morte, que prolonga artificialmente a vida a pessoas que sabem não ter qualquer hipótese de voltar a ter uma vida normal’”.

Os hospitais privados têm confiança nos seus profissionais (médicos, enfermeiros e técnicos de saúde), a quem compete tratar a doença e dignificar a vida com o mínimo de dor e sofrimento. Por isso, para os hospitais privados, eutanásia e distanásia são indistintamente condenáveis», afirma Artur Osório Araújo, presidente da APHP.

De acordo com o presidente da APHP, “nas situações clínicas irreversíveis e terminais, os hospitais privados têm diretrizes éticas muito claras: o médico evitará a realização de qualquer procedimento, diagnóstico ou terapêutico, desnecessário e tudo fará para proporcionar aos seus doentes todos os cuidados paliativos adequados”.

O presidente da APHP reconhece que o desenvolvimento progressivo da tecnologia de sustentação artificial de vida pode representar uma pressão, mas que esta tem de ser usada com sabedoria e bom senso.