A quarta edição do concurso nacional de empreendedorismo BIG smart cities está prestes a arrancar. É já este sábado, 2 de abril, que decorrerá a cerimónia de lançamento, pelas 15h30, no espaço do Polo Tecnológico, no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC). A iniciativa, promovida pela Vodafone e pela Ericsson, tem como objetivo alavancar ideias de negócio onde a tecnologia é premissa geral. Nesta edição, o enfoque recai sobre os projetos com potencial para melhorar quem vive, visita ou trabalha nas cidades.

Mas como funciona? Existem três grandes fases: registo da ideia, pré-aceleração e incubação, com a primeira fase — a das candidaturas — a abrir no próprio dia de lançamento. Ao longo do mês de abril, decorrerá também uma série de desafios regionais, de norte a sul do país, com a finalidade de escolher quatro ideias que passam automaticamente à seguinte fase da prova: dia 14 no Porto, dia 20 em Évora, dia 21 em Coimbra e dia 28 em Lisboa. Há ainda um prémio de 500 euros para cada uma delas.

São 20 os projetos que podem passar à fase de desenvolvimento. A seleção começa a 5 de maio. As ideias submetidas serão avaliadas por um júri, a equipa será entrevistada e, dia 16, a lista das ideias a serem desenvolvidas deverá ser conhecida. De acordo com a organização do concurso, nesta fase estarão em jogo critérios como o potencial de crescimento, o modelo de negócio, o valor que o projeto terá para o país, a experiência do utilizador (user experience) e até a própria equipa.

Segue-se a pré-aceleração, que deverá decorrer entre 17 de maio e 4 de julho. São sete a oito semanas de realização de workshops, desenvolvimento dos projetos e melhoramento dos pitchs“tudo junto com uma equipa de mentores e de empreendedores convidados, e com mentoria online durante toda a fase”, garante a organização.

A 5 de julho dá-se a BIG Final, a grande final do concurso. Trata-se de um evento aberto ao público para a apresentação dos projetos finalistas e respetivas demonstrações. É deste evento que sairá o BIG Winner e é também nele que deverão ser atribuídas três menções honrosas: pelo público, pela Vodafone e pela Ericsson. Os responsáveis pela ideia vencedora receberão 10 mil euros e, em conjunto com as equipas distinguidas pelas menções, terão espaço garantido por seis meses na incubadora de empresas da Vodafone (Vodafone Power Lab), com direito à participação no Power Lab Acceleration Program.

Segundo a organização, existem quatro áreas de oportunidade no concurso BIG smart cities que, claro, se desenrolam em torno do conceito de “cidade inteligente” (ou smart city). Entre elas, a do Smart Living (promoção da vida em comunidade, iluminação pública eficiente, ensino digital, etc.), a da Smart Mobility (destaque para a partilha de transporte, fontes de energia alternativas no campo da mobilidade, gestão de tráfego e gestão de parqueamento), a do Smart Tourism (atração não-sazonal de turistas, melhoramento das experiencias e afins) e a do Smart Government (onde se incluem os sistemas de segurança e de emergência, a acessibilidade, a transparência e a eficiência dos serviços públicos).

Este concurso realiza-se desde 2013. Em três edições, contou com aproximadamente 10 mil registos, com mais de 500 ideias a envolverem mais de 1.200 pessoas provenientes de dez países. Foram 50 finalistas, sete vencedores e nove menções honrosas que, de acordo com os promotores, representam um total de 20 startups, 3,5 milhões de euros de investimento e mais de 50 postos de trabalho gerados.