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“Uns pares de lambadas não têm nenhum efeito pedagógico nem político, a não ser atingir o próprio ameaçador, como se verificou”, conclui Franscisco Louçã sobre as ameaças de João Soares, na coluna que assina no jornal Público.

O ex-dirigente do Bloco de Esquerda considera que na história dos “pares de lambadas” foi “tudo péssimo”. E que o era uma ameaça a fingir se tornou numa coisa séria para o próprio ministro da Cultura. Tão séria que levou ao seu pedido de demissão.

Para o economista, João Soares teve “arroubos passadistas” na forma como reagiu às críticas de Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente, cujas opiniões não deveriam ser “caso de alarme na República.”

“Ao ameaçar, o ministro enlameou-se no debate político”, escreve Louçã que considera a atitude incompatível com a do exercício de uma função de Estado e partindo de alguém que “tem uma tarefa pública a cumprir.”

João Soares “não está no ministério para ajustar contas pessoais” reforçou o ex-líder bloquista.

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