Primeiro motor turbocomprimido da história da Aston Martin, o V12 5,2 litros biturbo com 608 cv de potência que irá equipar o superdesportivo DB11 é um produto genuinamente da casa. Além de ter sido concebido pelos engenheiros do fabricante britânico, é produzido na linha de montagem que a marca possui em Colónia, com cada motor a necessitar de oito horas para ser montado. Fabricados na Alemanha, os V12 seguem depois para Gaydon, no Warwickshire, Inglaterra, onde serão instalados nas várias unidades do novo GT da Aston Martin.

Com o novo motor, o DB11 vai adicionar uma força de 700 Nm aos já mencionados 608 cv, o que permite uma velocidade máxima de 320 km/h e a possibilidade de ultrapassar a fasquia dos 100 km/h ao fim de apenas 3,9 segundos. Além de potente, a nova unidade motriz é igualmente mais contida no consumo e, por tabela, nas emissões poluentes, recorrendo a um maior controlo da combustão da gasolina, bem como ao sistema star&stop e à possibilidade de desligar um dos bancos de cilindros do V12 quando não está sob aceleração forte, para poupar combustível.

O CEO da marca britânica, Andy Plamer, acredita que a fábrica de Colónia, cujas portas abriram em 2004 e que conta actualmente com cerca de uma centena de trabalhadores altamente especializados, possa vir a produzir 130 motores por semana. O que permitirá à unidade em Gaydon chegar, nos próximos anos, a uma média de 7.000 carros por ano – capacidade que, ainda assim, os responsáveis da Aston Martin esperam ver duplicada até ao final da década.

A par deste V12 biturbo, que deverá equipar igualmente o DBX, o futuro crossover da marca britânica, a fábrica da Aston Martin em Colónia vai continuar a produzir os já conhecidos V8 e V12 para os modelos Vantage, Vanquish e Rapide S.