A comunidade muçulmana de Saint-Etienne-du-Rouvray, na região da Normandia, em França, recusa-se a fazer o funeral de Adel Kermiche, o terrorista de 19 anos que, na passada terça-feira, juntamente com outro terrorista, degolou um padre enquanto este celebrava a missa.

“Não vamos manchar o Islão com esta pessoa”, afirmou o chefe da mesquita situado na cidade, Mohammed Karabila, deixando bem claro, em declarações ao jornal Le Parisien, que “não participaremos nem na higiene mortuária, nem no enterro”, caso seja pedido pela família. Caberá, por isso, ao município de Saint-Etienne decidir se autoriza ou não o enterro do assassino.

Em declarações ao mesmo jornal Khalid El Amrani, um muçulmano que vive na mesma localidade, acrescentou que “o que este jovem fez foi imundo”, afirmando que Adel Kermiche “não faz parte da comunidade”.

“O que este jovem fez é imundo, ele não faz parte da comunidade”, sustenta no mesmo diário o muçulmano Khalid El Amrani, um técnico de 25 anos que vive na localidade.

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Adel Kermiche, nascido em território francês, já tinha sido indiciado em março de 2015 por ligações a uma organização terrorista e chegou a estar em casa com pulseira eletrónica. Ele e Adel Malik Petitjean, também de 19 anos, foram abatidos pela polícia.

Ambos reivindicaram, no momento, a sua ligação ao autoproclamado Estado Islâmico, que confirmou a relação.

A mesma mesquita que se recusa a fazer o funeral fez, na sexta-feira, um minuto de silêncio em homenagem ao padre que goi degolado no início da semana e outras mesquitas seguiram o mesmo exemplo em território francês.

O padre Hamel, que continua a merecer homenagens, e que será velado na próxima terça-feira na Catedral de Rouen, também não será enterrado em Saint-Etienne-du-Rouvray, por escolha da família que mora mais a norte.