Viagens

Guatemala: guia de viagens no “país arco-íris”

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Com lagos, vulcões e cidades coloniais, a Guatemala é um dos países mais fascinantes da América Central. Do Atitlán a Tikal, escolhemos três lugares imperdíveis e ainda lhe dizemos onde domir e comer.

Autor
  • Catarina Serra Lopes

Berço da civilização Maia, país de uma beleza natural indescritível, a Guatemala, apelidada de “país arco-íris”, é um dos sítios mais fascinantes da América Central. Lagos, vulcões, cidades com uma arquitetura colonial única, tesouros arqueológicos, mercados de cores garridas e um povo indígena de uma simpatia sem igual. O destino ideal para uma viagem ao passado, onde o futuro ainda tarda em chegar.

Antigua

Fundada no século XVI, a antiga capital da Guatemala é uma das cidades coloniais mais bem preservadas no mundo inteiro, com as fachadas todas pintadas de cores quentes, ocres, castanhos e alaranjados. Em cada esquina sucedem-se cafés cheios de charme, restaurantes pitorescos, igrejas e antigos mosteiros. À volta da cidade, os três vulcões criam uma paisagem única.

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Antigua é uma das cidades coloniais mais bem preservadas do mundo. © Catarina Serra Lopes

Onde ficar

No El Convento, um luxuoso boutique hotel, com apenas 19 quartos, tetos abobados, paredes de pedra e portas feitas à mão. Fica em frente ao convento das Capuchinas e muito próximo da Praça Central. Quarto duplo a partir de 150 euros. 2a Avenida Norte, 11. Reservas: reservaciones@elconventoantigua.com.

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No terraço também não se está mal.

Onde comer

No La Fonda de La Calle Real, um restaurante que recria uma casa antiga e onde se pode provar o melhor da gastronomia local. Há três restaurantes com o mesmo nome na cidade mas o mais giro é o da 3º Avenida. Não deixe de provar os “tamales com pépian” — bolinhos de farinha de milho recheados com carne e frango e cobertos com um molho de tomate e especiarias. 3a. Calle Poniente Tel: 7 – (502) 7832-0507. Aberto todos os dias das 12h00 às oohoo. Preço médio por pessoa: 15€.

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O restaurante recria uma casa antiga. © Catarina Serra Lopes

A não perder

Uma visita ao Mercado de Artesanias, onde se encontra artesanato local a ótimos preços. Peças esculpidas em madeira, tecidos, toalhas, mantas, roupa, malas, tudo com um ar muito étnico. Aproveite para dar um pulo à estação de autocarros, mesmo ao lado do mercado. Os autocarros na Guatemala são autênticas obras de arte, com os seus cromados e as suas cores garridas. Ao final do dia vá beber um copo ao terraço do Sky Bar e aproveite a vista sobre o centro histórico e as ruínas do Convento de São Francisco. 1a Av Sur 15. Aberto de sexta a quarta das 8h00 às 22h00 (quintas encerra às 19h00).

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Do terraço do Sky Bar vê-se o centro histórico. © Catarina Serra Lopes

Lago Atitlán

O escritor e viajante John L. Stephens escreveu um dia que o Lago Atitlán foi o espectáculo mais magnífico que viu, e percebe-se porquê. Rodeado pelos seus três vulcões, com as encostas muito verdes, as águas de um azul-cobalto e as pequenas vilas à beira de água, é de uma beleza indescritível. Vale muito a pena ficar por aqui uns dias a passear de barco pelo lago, deambulando pelas várias vilas que o rodeiam.

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O cenário é mesmo de filme. © Catarina Serra Lopes

Onde ficar

No Hotel dos Mundos, um refúgio no meio da confusão de Panajachel, a maior vila do lago de Atitlán. Duas dezenas de cabaninhas à volta de uma piscina de águas límpidas e rodeada por palmeiras. Não espere grandes luxos mas pelo menos uma paz merecida: aqui não chega o barulho dos tuk tuks a subirem e descerem incessantemente a rua principal, mas apenas o cantar dos passarinhos. Quarto duplo a partir de 60€. Reservas: info@hoteldosmundos.com.

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A piscina também fica no meio de palmeiras. © Catarina Serra Lopes

Onde beber um copo

De preferência ao pôr-do-sol, a melhor opção é o Sunset Café, onde com sorte pode acompanhar o entardecer com um show de batuques ou viola dos artistas que se costumam juntar ao final da tarde no largo ao lado do bar. Também servem refeições. Calles Santander & del Lago. Aberto todos os dias das 11h00 às 23h00.

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O bar fica mesmo ao lado do lago. © Catarina Serra Lopes

A não perder

Às 8h30 da manhã partem os primeiros passeios privados pelo lago. Custam cerca de 10 euros por pessoa e não é preciso reserva. As lanchas rápidas levam os turistas a três ou quatro vilas onde ficam cerca de uma hora e meia. Uma das vilas a não perder é a San Marcos de Laguna, considerada por muitos como um local mágico, com energias especiais. Por aqui não faltam centros de ioga, workshops de meditação, bancas de agricultura biológica, cafés orgânicos e até um acampamento onde se fazem “cursos solares”. Um ambiente muito místico, calmo e relaxante.

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Amor e paz é o que se quer em San Marcos de Laguna. © Catarina Serra Lopes

Tikal

Foi em tempos uma das maiores cidades da civilização Maia. Entre o século IV a.C. e o século X d.C estima-se que tenham vivido em Tikal mais de 100 mil pessoas. Hoje os templos que restam despontam no meio de uma selva luxuriante, entre folhagem cerrada, numa área de 54o quilómetros quadrados. Um ambiente mágico. O parque nacional de Tiakal está aberto diariamente entre as 6h00 e as 17h00. Preço dos bilhetes: 20€ (grátis até aos 12 anos).

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No meio da selva encontram-se os templos. © Catarina Serra Lopes

Onde ficar

No La Lancha, o boutique hotel do realizador Francis Ford Coppola. Uma pequena maravilha — tem apenas 10 quartos — no meio da vegetação à beira do lago Petén e com um restaurante aberto sobre a paisagem, piscina iluminada à luz de velas e um pontão com redes sobre o lago. Os quartos são magníficos e o atendimento é de uma simpatia sem igual. Ideal para uns dias de romance. E de descanso. Quarto duplo a partir de 140€.

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No hotel pode balouçar-se nas redes sobre o lago. © Catarina Serra Lopes

Onde comer

Se quiser variar do restaurante do La Lancha, o restaurante Mon Ami é uma opção. Fica a cerca de 10 minutos de carro, também à beira da água, e serve comida local — camarões do lago, arroz com feijão –, tudo acompanhado de uma vista magnífica. Preço médio por pessoa: 12€

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A vista é sempre magnífica. © Catarina Serra Lopes

Como chegar

A companhia aérea United Airlines voa a partir de Lisboa para a Cidade da Guatemala a partir de 650 euros ida e volta. Faz escala nos Estados Unidos da América. Da Cidade da Guatemala há voos para Flores — perto de Tikal — a cerca de 100 euros ida e volta. Para Antigua e para o Lago Atitlán há transfers por cerca de 20 euros o percurso.

Se partir do Porto, o voo é um pouco mais longo, vai até Frankfurt com a Lufthansa, e a partir daí com a United Airlines até à Cidade da Guatemala, com escala também nos Estados Unidos. Ida e volta fica cerca de 800 euros por pessoa.

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