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Casos de infeção pelo vírus zika, transmitido por mosquitos, foram detetados em Miami Beach, Florida, nos Estados Unidos. As autoridades alertaram as mulheres grávidas para evitarem viajar para esta zona. A ameaça deste vírus poderá atingir outras zonas do estado da Florida e poderá, por este motivo, afetar outras grávidas do estado norte-americano, afirmaram os responsáveis locais pela saúde.

Foram identificados dois casos de zika e um deles refere-se a um turista que visitou zona há cerca de duas semanas. O outro, atingiu um habitante de Miami.

Estes não são os primeiros casos de zika que surgem na cidade. No início de agosto registaram-se 15 casos de pessoas infetadas em Miami. A epidemia do zika tem-se espalhado pela a América do Sul durante 2016. No Brasil, já afetou mais de 1.800 bebés, que nasceram com microcefalia.

As autoridades locais apontam o bairro de Wynwood como o principal local de transmissão do vírus e 25 dos 35 casos de transmissão local na Florida estão ligados a este bairro. Contudo, o mayor de Miami, Philip Levine, afirmou que “é esperado que apareçam alguns casos, mas não se trata de nenhuma epidemia”.

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Miami Beach tem cerca de 90 mil habitantes e acolhe milhões de turistas todos os anos. Só em 2015, foi de sete milhões o número das pessoas que visitaram a zona balnear. Mais de metade dos turistas teve origem no Brasil.

Zika pode causar perda de memória

Um novo estudo feito por um grupo de investigadores da Califórnia aponta que o zika pode causar perdas de memória parecidas àquelas que são provocadas pelo Alzheimer.

Ainda não tinha sido estudada a hipótese de o vírus afetar os adultos com a infeção de células cerebrais. “O zika pode instalar-se no cérebro de um adulto e causar sérios danos”, disse Sujan Shresta, membro da equipa do Instituto de Imunologia da Califórnia, apesar de confessar que é um processo “complexo e raro”.

As experiências feitas em ratos mostram que o vírus ataca células imaturas do cérebro, prejudicando a memória. Com o tempo, os efeitos podem ser semelhantes aos da doença de Alzheimer. O grupo de investigadores considera, ainda, que é importante que a monitorização do vírus não seja apenas feita em mulheres grávidas, mas em todas as pessoas.