O objetivo da visita do Presidente da República ao Hospital das Forças Armadas, esta sexta-feira, foi o de levar a sua “solidariedade” aos militares internados depois de terem acusado mal estar físico durante um exercício do curso de Comandos. Com o Ministro da Defesa na comitiva, Marcelo Rebelo de Sousa quis fazer pessoalmente o “acompanhamento que se espera de responsáveis da defesa nacional e das Forças Armadas” em situações como as do último domingo.

Depois de um militar do 127º curso de Comandos ter pedido a vida durante um exercício de treino e outros cinco terem sido hospitalizados – por razões ainda não explicadas -, o Chefe do Estado Maior do Exército suspendeu todos os cursos futuros até que estejam apuradas as razões para o incidente. O curso que estava já em prática ficou temporariamente suspenso, até que os militares que integram o grupo terem sido sujeitos a uma avaliação médica.

Além disso, foi instaurado um inquérito para apurar as razões que levaram à morte de um militar e ao internamento de outros cinco. Em relação a ambas as decisões – suspensão de cursos e instauração de um inquérito – o PR mostrou-se alinhado com a opção do CEME.

“Quem tinha poder para decidir, decidiu, e bem”, sublinhou Marcelo. Há, por isso, “pleno apoio do Comandante Supremo das Forças Armadas quanto às duas decisões”.
Mas a deslocação ao HFA serviu para mais. A unidade de Comandos foi extinta em 1993, precisamente depois de varios incidentes com consequências para os milItares que integravam os cursos.

Com esse fantasma em mente, Marcelo aproveitou para defender a instituição, ao dizer que o incidente do último fim de semana não tira prestígio aos Comandos. O PR destacou “a coragem” do Exército “para enfrentar esse problema, abrindo um inquérito para apurar o que se passou e apurar toda a verdade sem limitação e depois tomar decisão cautelar de apurar o estado físico de todos os elementos e não avançar para outros cursos sem saber o que se passou nesta circunstância”.

Para Marcelo, “só uma instituição muito forte e determinada é que não hesita” em “apurar a verdade”.