Depois de a Amazon ter anunciado o serviço Amazon Prime Air, que, no futuro, prevê utilizar drones para entregar encomendas urgentes aos clientes em 30 minutos, outra gigante internacional, a UPS, começou a efetuar testes à utilização de drones para fazer entregas comerciais em locais remotos.

A empresa de logística aliou-se à produtora de drones CyPhy Works para a primeira fase de testes, que começou no dia 22 de setembro, no Massachusetts, EUA. No primeiro voo, um drone simulou uma entrega urgente de medicamentos entre Beverly e a Children’s Island, uma viagem de três milhas, informou a empresa em comunicado. A viagem serviu para entregar um inalador para a asma a uma criança que se encontrava num acampamento na ilha, que não é acessível por carro, explica a nota.

Para o vice-presidente da área de engenharia e sustentabilidade globais da UPS, Mark Wallace, “os drones oferecem uma ótima solução para entregas em locais de difícil acesso em situações urgentes, onde outros modos de transporte não estão facilmente disponíveis”. Já a diretora do departamento de tecnologia da CyPhy, Helen Greiner, considera que “os drones, e as suas aplicações tecnológicas, utilizadas desta forma podem salvar vidas e entregar produtos e serviços em sítios de difícil acesso para infraestruturas e transportes tradicionais”.

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Para Mark Wallace, “testes como estes têm vindo a revelar uma nova ponte para o futuro, no que diz respeito ao serviço ao cliente e à entrega de encomendas urgentes”. O drone utilizado, o PARC (Persistent Aerial Reconnaissance and Communications — Reconhecimento Aéreo Persistente e Comunicações), é alimentado por uma bateria, e é capaz de voar sozinho, “o que requer pouco treino por parte do utilizador”, esclarece a CyPhy. O aparelho, além de visão noturna, tem um sistema de comunicações seguro, difícil de intercetar.

Este teste da UPS é mais um passo em direção à entrega autónoma de encomendas através de drones. Em Portugal, a Connect Robotics está a desenvolver testes semelhantes, numa aldeia em Penela. Trata-se de uma parceria entre a empresa, sediada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, a Câmara Municipal de Penela e a Santa Casa de Misericórdia, e irá beneficiar Joaquim Reis, o último habitante de Podentinhos, que irá receber diariamente a visita de um drone com auxílio alimentar.