O secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) salientou, declarações à agência Lusa, o que os trabalhadores estão “dispostos a protestar e a lutar para sensibilizar o primeiro-ministro”. Esta declaração surge na sequência da entrevista do primeiro-ministro, António Costa, em que este diz que a reposição de salários da função pública fica concluída este mês, mas que só em 2018 está previsto retomar as “atualizações” e “encarar questões de fundo relativamente às carreiras”.

“Seria uma injustiça tão grande se não se verificassem aumentos salariais. A FESAP percebe que pode haver por parte do Governo dificuldades em aumentar todos de igual forma, por isso, consideramos que devem ser corrigidos os salários mais baixos, abaixo dos 630 euros”, disse.

A FESAP considerou que se o governo teve sensibilidade para aumentar no próximo ano as pensões, deve também fazê-lo para os salários mais baixos.

“Como existe uma preocupação, uma sensibilidade do Governo em manter, procurar melhorar o rendimento das famílias, particularmente dos que ganham menos, seria uma injustiça gritante se houvesse aumento de pensões e isso não se verificasse para os que estão no ativo e ganham menos de 630 euros”, sustentou.

Na entrevista ao Público, o primeiro-ministro afirmou que as atualizações dos salários na função pública só poderão ocorrer em 2018 e admitiu nova tributação indireta no Orçamento do Estado para o próximo ano.