Israel anunciou ter encontrado vestígios da batalha em que os romanos tomaram Jerusalém, depois de um ataque à terceira muralha que rodeava a cidade, no ano 70.

A Autoridade de Antiguidades de Israel apresentou o que descreveu como uma “impressionante e fascinante evidência do campo de batalha e a rutura da terceira muralha que rodeava Jerusalém”, encontrada no ano passado, durante escavações para a construção de um edifício no que é atualmente o centro da zona ocidental da cidade.

A escavação arqueológica mostrou os restos de uma torre que integrava a muralha durante a época denominada Segundo Templo (entre os anos 530 a.C. e 70), cuja fachada ocidental apresenta “marcas dos projéteis disparados pelos romanos de catapultas contra a guarda judaica que defendia a muralha”, de acordo com um comunicado do organismo israelita.

“É um testemunho fascinante do bombardeamento intensivo do exército romano, liderado por Tito no caminho para conquistar a cidade e destruir o Segundo Templo (judaico)”, explicaram no comunicado os diretores da escavação, Rina Avner e Kfir Arbib.

“O alvo do bombardeamento era as sentinelas que guardavam a cidade e dar proteção às forças armadas para que pudessem aproximar-se das muralhas com aríetes e romper as defesas”, acrescentaram.

De acordo com o historiador romano de origem judaica Flávio Josefo (37-100), a muralha foi concebida para proteger um novo bairro da cidade que tinha desenvolvido fora da cidadela muralhada, a norte das duas barreiras que existiam.

A recente descoberta nas paredes da muralha vai ser apresentada na próxima semana na conferência “Novos estudos de arqueologia de Jerusalém religião”, na Universidade Hebraica de Jerusalém.