Barack Obama

PowerUpp, a startup portuguesa que quer contratar Obama

274

A poucos dias de abandonar a Casa Branca, não faltam ofertas de trabalho a Barack Obama. Antes do Spotify o convidar para ser "Presidente das Playlists", já a portuguesa powerUpp o queria contratar.

PowerUpp/Facebook

A poucos dias de abandonar a Casa Branca, não faltam ofertas de trabalho a Barack Obama. Antes do Spotify sequer “sonhar” em colocar Obama no cargo de “Presidente de Playlists”, já uma startup portuguesa convidava o presidente dos Estados Unidos (EUA) a juntar-se a ela. O Observador falou com um dos fundadores da powerUpp, Ricardo Paiágua, para saber tudo.

Paiágua assegura que a startup portuguesa foi a primeira a querer contratar Obama. A ideia era simples: ou investiam milhões de euros em marketing ou procuravam um “desempregado” com piada e inteligente para lhe oferecer emprego. “Nós fomos os primeiros. Há dois anos quando ninguém sabia de nós, já tínhamos tudo planeado.” Em outubro do ano passado, a powerUpp partilhou a mensagem que enviou, por email, ao presidente norte-americano e fez questão de lhe criar logo um email profissional:

Olá, senhor Presidente!
Sabemos que vai de férias por um tempo. Mas temos uma vaga para si logo que esteja de regresso. O seu novo endereço de email é: barack@powerupp.co.

Ps. Há uma grande probabilidade de se sentir 30 anos mais jovem.

Mais tarde, em resposta ao anúncio do Spotify, a empresa portuguesa reforçou o convite admitindo-se adepta e praticante do “Yes, We Can!” de Obama.

Caro Barack Obama,

Sabemos que os bons elementos têm muitos olhos postos em cima e sabíamos que este dia poderia chegar.

Tem as características essenciais para trabalhar na powerUpp e temos a certeza que, após oito anos na na presidência dos Estados Unidos, este é o desafio ideal para si.

Aqui acreditamos no valor das pessoas – mais do que nos seus diplomas – e queremos fazer sobressair esse valor no meio profissional.

Também somos adeptos e praticantes do “Yes, We Can!”. Aqui, nada é impossível. Por isso, sabemos que nos vamos dar bem.

O Mundo ainda precisa de si e queremos que continue a dar o seu contributo através da powerUpp.

E aqui também ouvimos boa música!

Já criamos o seu endereço de email: barack@powerupp.co. Aguardamos ansiosamente novo contacto.

Os primeiros a lutar por Obama

Os esforços da equipa para contratar Obama são visíveis. Mas porquê o presidente dos Estados Unidos?

Claramente Obama é alguém com quem nos identificamos muito!

Ricardo garante que a powerUpp segue os mesmos valores que Barack Obama: diferença (foi o 1º presidente negro dos EUA), atitude (“Yes, We Can”), integridade (com o programa Obamacare) e transparência (Obama parece verdadeiro e humilde).

A powerUpp já enviou cerca de 200 emails à Casa Branca, além de publicações no Facebook, com a oferta de trabalho a Barack Obama. “A vida é insistência e simplicidade” defende Ricardo Paiágua, que acredita que Obama lhes vai responder. E Donald Trump? Também teria lugar na startup? “Depende. Primeiro Obama, depois ele decide se o contrata…”. O fundador da startup admite que esta foi uma estratégia de marketing e que o feedback das pessoas manifestou-se no comentário “de vocês já espero tudo”.

A powerUpp e os seus projetos

A startup foi criada em 2015 — por Mário Costa, Ricardo Paiágua e Pedro Bento — e está a preparar o lançamento de uma aplicação, com o mesmo nome, dedicada ao mundo do trabalho e às relações profissionais. Uma rede social profissional que garante maior “veracidade da informação” do que o Linkedin, onde qualquer pessoa pode recomendar outra sem a conhecer.

Quando alguém quiser uma referência de alguém vai à powerUpp, quando alguém quiser ir um restaurante que tenha o melhor cozinheiro de ‘francesinha’ vai à powerUpp.

A app estará pronta em setembro e a powerUpp prepara um lançamento “e peras”: vai pedir esmola em Wall Street, não dinheiro mas registos para a aplicação, esperando “conquistar o mundo”.

A powerUpp, através da uppOut — agência de conceitos –, é conhecida pelas suas ações, originais, de marketing. Durante o Euro 2016 — em que Portugal se sagrou campeão da Europa — a equipa lançou a campanha “Dar a Cara a Portugal” que foi um verdadeiro sucesso. A ideia era juntar as fotografias de cerca de 250.000 portugueses e formar a bandeira portuguesa com elas. A bandeira foi feita e a startup levou-a até ao centro de estágio da seleção portuguesa, em França. Depois, a bandeira foi “convidada” a estar presente no Palácio de Belém para a receção dos jogadores. Para a Web Summit levaram uma sanita para descarregar criatividade.

Texto editado por Filomena Martins

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Religião

O Dia Mundial da Religião

Donizete Rodrigues

O Dia Mundial da Religião é um momento ecuménico para promover a convivência, o interconhecimento e o diálogo inter-religioso, buscando um futuro livre de preconceito, discriminação e intolerância.

PSD

Ao centro, o PSD não ganhará eleições /premium

João Marques de Almeida

Rio, que não perde uma ocasião para evocar Sá Carneiro, não aprendeu a sua principal lição: o PSD só chega ao poder quando lidera uma alternativa aos socialistas. Não basta esperar pelo fracasso do PS

Futebol

Sobre o futuro próximo de José Mourinho

António Bento

No frio e previsivelmente longo Inverno de 2018-2019 a pele de José Mourinho não é boa de se vestir, como se vê por uma parte significativa das suas declarações à imprensa desde que foi despedido.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)