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O Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), membro da atual coligação governamental tripartida em Marrocos, venceu as eleições legislativas realizadas na quarta-feira, de acordo com os primeiros resultados provisórios.

O ministro do Interior marroquino, Abdelouafi Laftit, indicou que o PAM lidera a contagem para a Câmara dos Representantes com 97 lugares, enquanto o Reagrupamento Nacional de Independentes (RNI) — até agora o principal parceiro da coligação — ocupa o segundo lugar, com 66 lugares. Desta forma, os dois partidos inverteriam as posições que ocupavam nas eleições de 2021.

Em terceiro lugar surge o Partido Istiqlal (PI), o terceiro pilar da coligação, mantendo a mesma posição obtida há cinco anos ao conquistar 65 lugares, apenas menos um que o RNI.

Por sua vez, o partido islamita Justiça e Desenvolvimento (PJD) obteve 54 lugares, conseguindo um ressurgimento parcial após o seu colapso em 2021, quando elegeu apenas 13 representantes, depois de ter liderado o Executivo com 125 lugares na Câmara dos Representantes.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

Laftit detalhou que, entre os partidos que estiveram na corrida nestas eleições, estão o Movimento Popular (MP), com 29 lugares, a União Socialista das Forças Populares (USFP), com 26, o Partido do Progresso e do Socialismo (PPS), com 19, a União Constitucional (UC), com 17, o Movimento Democrático e Social (MDS), com 8, a Aliança da Esquerda (AG), também com 8, a Frente de Forças Democráticas (FFD), com dois, o Partido da Equidade (PE), igualmente com dois, o Partido dos Neodemocratas (PND) e o Partido da Unidade e da Democracia (PUD), ambos com um assento.

A taxa de participação foi de 38,08%, segundo a agência estatal de notícias marroquina MAP, confirmando as análises que indicavam uma forte abstenção — sobretudo entre os jovens —, numas eleições marcadas pelo crescente desencanto com a situação política e económica, bem como pelas tensões com Espanha decorrentes da crise do final de julho, com a entrada irregular de dezenas de milhares de pessoas em Ceuta.