Rádio Observador

Fact Check

Código de princípios para Fact Checks

O Observador adere, na elaboração dos seus Fact Checks, ao código de princípios da Rede Internacional de Fact-Checking, do Poynter Institute. Conheça-o aqui.

A Rede Internacional de Fact-Checking (IFCN), do Poynter Institute for Media Studies, compromete-se a promover a excelência de iniciativas de fact-checking. Acreditamos que a verificação de factos transparente e não-partidária pode ser um instrumento poderoso do jornalismo que pretende escrutinar os vários poderes; inversamente, o fact-checking sem fontes ou enviesado pode aumentar a falta de confiança nos media e poluir o esclarecimento do público.

O código de princípios destina-se às organizações que publicam regularmente artigos, sem tomar partido, sobre o rigor de declarações de figuras públicas, instituições relevantes e outras declarações de interesse para a sociedade. É resultado de consultas entre fact-checkers de todo o mundo, e oferece a quem os faz de forma rigorosa um conjunto de princípios a que devem aspirar no seu trabalho quotidiano.

Compromisso com o não-partidarismo e com a justiça

Verificamos declarações utilizando o mesmo padrão para todos os fact checks. Não concentramos a nossa prática de verificação dos factos num ou noutro lado. Seguimos o mesmo processo para cada fact-check e deixamos as evidências ditar as nossas conclusões. Não tomamos partido relativamente aos assuntos que verificamos.

Compromisso com a transparência das fontes

Queremos que os nossos leitores possam verificar as nossas conclusões por si próprios. Fornecemos informação sobre todas as fontes com detalhe suficiente para que os nossos leitores possam replicar o nosso trabalho, exceto em casos em que a segurança pessoal de uma fonte possa ficar comprometida. Nesses casos, fornecemos o maior número de detalhes possível.

Compromisso com a transparência do financiamento

Somos transparentes em relação à fonte do nosso financiamento. Se aceitamos financiamento de outras organizações, garantimos que os financiadores não têm qualquer influência nas conclusões a que chegamos nos nossos artigos. Detalhamos o perfil profissional de todas as figuras chave da nossa organização, e explicamos a nossa estrutura organizacional e estatuto legal. Indicamos claramente aos leitores uma forma de comunicarem connosco.

Compromisso com a transparência da metodologia

Explicamos a metodologia que usamos para selecionar, investigar, escrever, editar, publicar e corrigir os nossos fact checks. Encorajamos os leitores a enviarem-nos declarações para verificarmos e somos transparentes sobre porque e como investigamos.

Compromisso com correções abertas e honestas

Publicamos a nossa política de correções e seguimo-la escrupulosamente. Corrigimos de forma clara e transparente, em linha com a nossa política de correções, procurando ao máximo assegurar que os leitores veem a versão corrigida.

***

Este código de princípios foi lançado a 15 de setembro de 2016.

A 17 de janeiro de 2017, a IFCN introduziu um processo de candidatura e veto para os meios se tornarem signatários deste código.

Este processo foi introduzido na sequência do anúncio por parte do Facebook de que ser signatário deste código é condição mínima para ser aceite como fact checker na rede social (mais sobre este assunto neste artigo) e de uma consulta entre os signatários já existentes.

As organizações que assinaram antes de 17 de janeiro também terão de passar por este processo, e estão enumeradas mais abaixo.

À medida que as organizações vão sendo verificadas, uma nova lista vai ser gerada. Ser um signatário não-verificado não implica, de forma alguma, um apoio da IFCN ou de algum dos seus membros.

Os signatários verificados serão avaliados com base no seu respeito pelos cinco princípios através do processo apresentado acima, à data da candidatura. Mais nenhuma recomendação do seu trabalho será tida em conta.

A eficácia deste sistema em manter elevados os padrões dos signatários será mantida em constante revisão.

Lista de signatários não-verificados

  1. ABC News (EUA) Desde 13 de dezembro
  2. Africa Check (África do Sul, Senegal e Quénia)
  3. Agência Lupa (Brasil)
  4. Agência Pública – Truco (Brasil) Desde 16 de setembro
  5. Aos Fatos (Brasil)
  6. AP (EUA) Desde 15 de dezembro
  7. Balkan Investigative Reporting Network Kosovo (Kosovo)
  8. Climate Feedback (EUA) Desde 5 de dezembro
  9. Colombiacheck (Colômbia) Desde 11 de novembro
  10. Chequeado (Argentina)
  11. Demagog CZ (República Checa)
  12. Demagog PL (Polónia)
  13. Doğruluk Payı (Turquia)
  14. El Deber Data (Bolívia)
  15. El Mercurio El Poligrafo (Chile)
  16. El Objetivo La Sexta (Espanha)
  17. Factcheck.org (EUA)
  18. FactCheck Georgia (Geórgia)
  19. FactCheck Northern Ireland (Reino Unido)
  20. FactCheck-Ukraine (Ucrânia)
  21. FactChecker.in (Índia)
  22. FactsCan (Canadá)
  23. Faktabaari (Finlândia)
  24. Full Fact (Reino Unido)
  25. GKillCity.com (Equador)
  26. Internews Kosova (Kosovo)
  27. Istinomer (Sérvia)
  28. Melu Detektors (Letónia) Desde 26 de setembro
  29. Metamorphosis Foundation (Macedónia)
  30. Observador (Portugal)
  31. Ojo Publico (Peru)
  32. Pagella Politica (Itália)
  33. Pesa Check (Quénia)
  34. PolitiFact (EUA)
  35. Snopes (EUA)
  36. South Asia Check (Nepal)
  37. TheJournal.ie (Irlanda)
  38. UY Check (Uruguai)
  39. Valheenpaljastaja (Finlândia)
  40. VERA Files Fact Check (Filipinas) Desde 19 de setembro
  41. VoxUkraine (Ucrânia)
  42. The Washington Post Fact Checker (EUA)
  43. Zašto ne Istinomjer (Bósnia e Herzegovina)

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

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