O procurador-geral norte-americano Jeff Sessions pediu esta quinta-feira escusa das investigações que estão a decorrer sobre se houve interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas. O homem que lidera o departamento de Justiça norte-americano falou esta quinta-feira na sequência da polémica levantada pelo Washington Post e que sugeria que Sessions tinha mentido sob juramento.

Na quarta-feira, o jornal norte-americano avançou que Sessions tinha tido duas reuniões com o embaixador russo Sergei Kislyak, durante a campanha às presidenciais norte-americanas, – confirmadas posteriormente pelo Governo – apesar de ter afirmado, sob juramento, que “não tinha tido quaisquer comunicações com os russos”.

Na sequência dessa notícia, Sessions reiterou que não tinha estado em contacto com os responsáveis russos para discutir temas da campanha. “Não faço ideia que alegações são estas, são falsas”, disse o procurador. E Donald Trump disse aos jornalistas que tinha “total” confiança no procurador-geral e que não achava que ele se devia demitir.

Ligações à Rússia. Donald Trump diz que tem confiança “total” em Jeff Sessions

Esta quinta-feira, em conferência de imprensa, Jeff Sessions disse que “não iria participar de forma alguma em nenhuma investigação que estivesse a ser feita às campanhas presidenciais dos EUA”. O procurador-geral dos EUA voltou a afirmar que nenhuma das reuniões que teve com o embaixador incidiu sobre a campanha presidencial.

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As reuniões privadas que Jeff Sessions teve com o embaixador russo ocorreram enquanto era senador pelo estado do Alabama e são já várias as vozes, até do lado republicano, que pedem a demissão de Sessions, por ter mentido sob juramento. O republicano Kevin McCarthy disse ao programa “Morning Joe”, da MSNBC, que Sessions “tinha de esclarecer” o seu testemunho e deu a entender que o procurador se devia afastar das investigações relacionadas com o envolvimento dos russos na campanha de Donald Trump.