Kellyanne Conway começa a rivalizar com o próprio presidente dos EUA a nível de… popularidade. Tanto ou mais do que assessora e conselheira do magnata, ela faz notícias (muitas vezes, no sentido literal). Com um pequenino senão – nem sempre correspondem à verdade. E agora houve mais uma finta nesse capítulo, ao desmentir que tenha referido algum dia que a administração Obama tenha espiado Trump… pelo menos através de um microondas.

“O que posso dizer é que existem muitas formas de vigiar alguém. É possível vigiar através de telefones, de aparelhos de televisão, de uma série de maneiras. Sabemos que isto é um facto da vida moderna – até há microondas que se transformam em câmaras”, comentou primeiro numa entrevista ao US Today. Agora, afinal parece que não será bem assim…

Respondi a propósito de técnicas de vigilância em geral. Não sou a inspetora Gadget. Não acredito que as pessoas tenham usado microondas para espiar a campanha de Trump. Ainda assim, não estou na posição para saber se existem evidências – é para isso que servem as investigações”, afirmou agora, em conversa com a CNN.

Conway saltou para a ribalta quando catalogou como “factos alternativos” os números apresentados sobre a assistência à tomada de posse de Donald Trump, para assegurar que tinham sido batidos todos os recordes de multidão. Pouco tempo depois, para justificar a proibição de entrada de refugiados e cidadãos de sete países muçulmanos, falou do “massacre de Bowling Green” – que por acaso nunca existiu.

Mais recentemente, Kellyanne Conway foi muito criticada por ter promovido a marca de vestuário de Ivanka Trump, filha do presidente americano, no seguimento de um boicote por parte de um distribuidor (uma pequena nota de rodapé: as vendas caíram nessa altura, mas agora estão a atingir recordes). A cereja no topo do bolo foi uma fotografia na Sala Oval onde aparece de joelhos, num sofá, em pose descontraída, com vários convidados presentes.