Os três elementos da PSP acusados de terem agredido dois polícias durante um curso de intervenção rápida em 2013, em Belas, foram absolvidos esta quinta-feira pelo Tribunal de Sintra.

Os três arguidos, entre os 30 e os 52 anos, estavam acusados de dois crimes de ofensa à integridade física. O Ministério Público tinha pedido a sua condenação por considerar que as lesões provocadas aos dois polícias durante um exercício de formação não tinham sido “acidentais” ou provocadas “inadvertidamente”. Uma alegação que os elementos da PSP começaram por negar esta quinta-feira em Tribunal, afirmando que nunca tiveram intenção de agredir os formandos.

Segundo a TVI 24, o incidente aconteceu durante um dos módulos do curso formativo de Técnicas de Intervenção Policial para Equipas de Intervenção Rápida, denominado Técnicas de Utilização de Bastão e Ordem Pública, em 2013. Tudo terá começado quando um dos formandos “desferiu duas bastonadas na perna direita” de um dos formadores durante um exercício.

Em consequência disso, o agente (um dos ofendidos do processo) terá sido atingido por outro formador com “um soco na face direita”. Dois dos arguidos ter-lhe-ão, de seguida, dado “diversos socos na cara e na cabeça”. O segundo ofendido, também ele um formando, terá também respondido às ameaças simuladas com “duas bastonadas na perna esquerda”, cita a TVI, tendo em consequência disso recebido “vários socos na cara e na cabeça”.

Os polícias tiveram de receber tratamento hospitalar, permanecendo duas semanas de baixa médica. A cena foi presenciada por um subcomissário da PSP, também ele arguido, que não interveio, “não obstante poder tê-lo feito”, de acordo com o Tribunal de Sintra.

Os advogados de defesa pediram a absolvição dos arguidos por considerarem não existirem provas de que as agressões foram deliberadas. Além disso, alegaram que as queixas apresentadas contra os elementos da PSP tiveram como causa a expulsão de um graduado por comportamento impróprio, refere a TVI 24.