O presidente do Eurogrupo disse esta quinta-feira que será possível chegar a um acordo entre a Grécia e os credores durante o mês de maio, o que permitiriá o desembolso da segunda tranche do terceiro resgate à Grécia para os cofres de Atenas.

“Estou confiante que será possível alcançar um acordo muito em breve sobre todo o pacote”, afirmou o holandês Jeroen Dijsselbloem, perante o Parlamento Europeu, em Bruxelas.

O responsável, que serve como porta-voz pelas decisões tomadas pelos ministros Finanças da zona euro no Eurogrupo, disse ainda estar confiante que FMI e instituições europeias – Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Mecanismo Europeu de Estabilidade – vão conseguir resolver o desentendimento que têm desde o final do segundo resgate, o que se irá traduzir na participação financeira do Fundo neste terceiro resgate.

De acordo com os responsáveis gregos, a Grécia tem dinheiro para continuar a cumprir as suas obrigações apenas até ao mês de julho. Nessa altura, caso não receba novo desembolso do empréstimo europeu, a capacidade do país de pagar aos credores e de pagar salários pode estar em causa.

Apesar do otimismo de Dijsselbloem, e também do comissário para os Assuntos Económicos Pierre Moscovici, o governo grego e os credores só conseguiram terminar com sucesso uma revisão do atual programa que começou ainda no verão de 2015. As revisões dos programas deste género são feitas a cada três meses.