Pedro Passos Coelho

Líder do PSD aplaude Governo por contrariar PS e BE com dívida a 10 anos

Pedro Passos Coelho congratulou-se por o Governo fazer "o contrário do que o PS e o BE acordaram sobre gestão de dívida" e ter colocado a dez anos 750 milhões de euros em Obrigações do Tesouro.

Passos Coelho falava em Borba na apresentação dos candidatos do partido no distrito de Évora às eleições autárquicas

NUNO VEIGA/LUSA

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, congratulou-se esta quarta-feira por Portugal ter colocado Obrigações do Tesouro a 10 anos e por o Governo fazer “o contrário do que o PS e o BE acordaram sobre gestão de dívida”.

Ora, ainda bem que o Governo fez o contrário do que o PS e o Bloco [de Esquerda] acordaram sobre gestão de dívida. Porque é o contrário, emitiram a mais anos”, afirmou Passos Coelho, em Borba, na apresentação dos candidatos do partido no distrito de Évora às eleições autárquicas de 1 de outubro.

O líder do PSD aludia ao facto de Portugal ter colocado esta quarta-feira 1.250 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a cinco e a dez anos, a taxas de juro inferiores face a operações anteriores comparáveis.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na Bloomberg, a dez anos foram colocados 750 milhões de euros em Obrigações do Tesouro à taxa de juro média de 2,851%. A cinco anos, foram colocados 500 milhões de euros em Obrigações do Tesouro à taxa média de 1,198%. Segundo Passos Coelho, o Estado português fez “bem em ter feito o leilão a 10 anos”, mas, ao mesmo tempo, é uma “pena”, porque “podia ter sido a 15”.

“Porque o que nós precisamos é de aproveitar este tempo para substituir a dívida que é cara por outra que demore mais tempo a pagar e seja mais barata”, realçou o líder social-democrata, defendendo que, com “mais emissões destas”, será possível “aumentar o período de maturidade” de Portugal, o que “é bom” para o país. Lembrando que o PSD já propôs que seja emitida dívida “a mais anos, aí a 15 anos”, Passos Coelho afirmou, contudo, que prefere “a 10 anos do que a seis ou a sete”.

Mas a verdade é que, desde que temos um Governo novo, os prazos de emissão de dívida têm vindo a diminuir, em vez de aumentar, quer dizer, estamos cada vez mais a contratar dívida que temos de pagar mais depressa”, criticou.

E, “quanto mais depressa a gente tiver de pagar as dívidas, mais tem de arranjar muito dinheiro para as pagar”, continuou. “Ora, o BE e o PS fizeram um relatório sobre a sustentabilidade da dívida em que defendiam o contrário”, isto é, que se devia “emitir cada vez a prazos mais curtos para poupar em juros”, argumentou.

Para Passos Coelho, “se o Governo só pensar em ficar dois anos, isso não é mau, quem vier depois que tenha de pagar as dívidas que ficam”. “Mas, se estivermos a olhar para o país e não apenas para o ciclo das eleições, se calhar, o que temos interesse é que seja daqui a 15 anos, não é que seja daqui a poucos”, contrapôs.

Na sua intervenção, o presidente do PSD criticou também o atual Governo do PS por apresentar “imensas explicações e desculpas para que as coisas não possam ser melhores” no Serviço Nacional de Saúde e admitiu saber que “o dinheiro não dá para tudo”.

Mas, acrescentou, “se sabemos que os recursos são limitados, vamos falar dos recursos limitados que temos, em vez de o Governo do PS andar a fazer de conta que isto é um paraíso e que há dinheiro para tudo”. “Porque é que o ministro da Saúde fez publicar um decreto em que obriga os hospitais a reduzir em 35% a contratação externa de serviços? Vai contratar mais médicos e enfermeiros para que não falhe o serviço ou é apenas porque não tem dinheiro? A gente sabe que é porque não tem dinheiro”, afirmou.

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