Contra a Rússia, marcou no primeiro remate e esteve próximo de fazer mais golos depois; com a Nova Zelândia, teve uma bola na trave antes mas lá picou o ponto, de grande penalidade. A eficácia pode demorar mais ou menos, mas está sempre lá. Porque Cristiano Ronaldo é isto: golos. Tantos que conseguiu chegar aos 75 na Seleção, os mesmos que Sándor Kocsis, o húngaro que brilhou no Ferencvaros, no Honved e no Barcelona.

O avançado juntou-se ao lote que conta também com Bashar Abdullah (Kuwait) e Kunishige Kamamoto (Japão) e, na classificação geral, é o sexto melhor marcador de seleções de sempre. Já com um peso-pesado mesmo ali à mão de semear: Pelé, que conseguiu apontar 77 golos com a camisola do Brasil. Se olharmos apenas a jogadores europeus, é o segundo melhor, apenas batido por Puskas, dianteiro do Honved e do Real Madrid nos anos 40, 50 e 60 que marcou 84 golos ao serviço de duas seleções: primeiro a Hungria, depois a Espanha.

Se conseguir alcançar Puskas, Ronaldo terá apenas o iraniano Ali Daei pela frente. Mas não se pense que a missão é impossível, longe disso. Muito menos se continuar com a média que leva desde outubro de 2015: um golo por jogo. Entre jogos de qualificação para o Mundial, particulares e, em caso de apuramento, Campeonato do Mundo, daqui a um ano poderemos estar a escrever que, também aqui, o português é o melhor europeu de sempre.

No dia em que igualou também Eusébio e Rui Costa como os jogadores que mais penáltis conseguiram converter com a camisola de Portugal (seis), o capitão nacional apontou o 23.º golo de bola parada, o 34.º de pé direito e o 62.º na grande área, números apresentados pelo Playmakerstats que mostram bem os registos do goleador português.