A Caixa Geral de Depósitos, o BCP e o Novo Banco vão executar a penhora de 75% da coleção de Joe Berardo. De acordo com o jornal Público, os três bancos querem recuperar os cerca de 500 milhões de euros de créditos que concederam ao empresário.

Apesar destas instruções, tanto a CGD como o BCP e o Novo Banco querem evitar um processo litigioso que se arraste durante vários anos nos tribunais, pelo que estão a decorrer negociações na tentativa de se chegar a um acordo e assim “minimizar as perdas”.

Até porque não é garantido que o tribunal reconheça como “títulos executivos” os 75% dos títulos da Associação da Fundação Berardo — a quem pertence a coleção atualmente exposta no CCB. Se não houver esse reconhecimento, dificilmente os bancos conseguirão executar as suas dívidas.

Caso a penhora venha mesmo a ocorrer, os responsáveis dos três bancos contactados pelo Público não descartam um acordo com o Estado.

Em 2016, o colecionador deu garantias ao Estado de que não existia qualquer penhora sobre a coleção, avaliada em 2007, pela leiloeira Christie’s, em 316 milhões de euros e que atualmente deverá rondar entre os 300 e os 400 milhões de euros.

Desta vez, o seu advogado , André Luís Gomes — que tem um cargo não executivo no conselho de administração do BCP –, limitou-se a dizer que não comenta “assuntos sigilosos”.