Huawei

DIAP abre inquérito às viagens de políticos à China a convite da Huawei

113

O Ministério Público abriu um inquérito às viagens de políticos à China pagas pela empresa Huawei. O caso já provocou uma demissão de um adjunto do Governo.

O Ministério Público abriu um inquérito às viagens de políticos à China pagas pela empresa Huawei. A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ao Observador que “os elementos recolhidos foram enviados ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa para inquérito“. A PGR já tinha revelado, a 1 de agosto, que estava a “recolher elementos” na sequência das notícias do Observador, mas agora adianta que o inquérito já está a decorrer no DIAP em fase de “investigação”.

A empresa Huawei pagou viagens à China (a alguns voos, a outros voos e estadia) a diversos responsáveis políticos e titulares de cargos públicos. Até agora o Observador apurou que viajaram à China o vice-presidente da bancada do PSD, Sérgio Azevedo, o presidente da junta de freguesia da Estrela, Luís Newton, o presidente do PSD/Oeiras, Ângelo Pereira, o vice-presidente do PSD/Oeiras, Nuno Custódio, o presidente da câmara municipal de Oeiras, Paulo Vistas, o vice-presidente do PSD/Lisboa, Rodrigo Gonçalves, e um ex-diretor do Instituto de Informática da Segurança Social, João Mota Lopes.

O caso ‘Huaweigate’ até já fez na quinta-feira uma baixa nos gabinetes do Governo de António Costa. O adjunto do secretário de Estado das Comunidades, Nuno Barreto, tinha feito uma viagem à China com a estadia paga pela empresa chinesa em janeiro de 2017, já depois de o Governo ter aprovado um Código de Conduta que proíbe governantes e membros de gabinetes de aceitarem ofertas superiores a 150 euros. Após a notícia do Observador, o ministério dos Negócios Estrangeiros acabaria por confirmar que “tendo o adjunto Nuno Miguel Jorge Barroso de Almeida Barreto colocado o seu lugar à disposição do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, foi o mesmo exonerado, nesta data, das suas funções”.

A investigação vai igualmente bater em outro caso paralelo noticiado pelo Observador, que está relacionado com alguns dos atos de gestão de três juntas de freguesia lideradas pelo PSD no concelho de Lisboa que — entre avenças e contratos atribuídos por ajuste direto a empresas de militantes do partido — gastaram, no total, mais de um milhão de euros desde o início do mandato.

Em causa estão atos como adjudicar o tratamento de jardins de Lisboa a uma empresa com sede em Barcelos de um “amigo” do partido por 13.530 euros/mês, contratar a prima para coordenadora da área que se tutela na junta, ligar a um amigo para montar um gabinete de comunicação porque é mais rápido, não publicitar ajustes diretos de centenas de milhares de euro ou contratar a empresa do presidente do seu núcleo no partido, do qual o próprio é o vice-presidente.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rpantunes@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)