O ministro dos negócios estrangeiros da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, reagiu ao discurso do presidente norte-americano Donald Trump na abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira, e comparou-o a “um cão a ladrar”.

No discurso, Trump admitiu “destruir totalmente a Coreia do Norte” caso o país represente uma ameaça para os Estados Unidos ou para os seus aliados, nomeadamente a Coreia do Sul e o Japão. É a segunda vez que os Estados Unidos ameaçam a destruição do país no espaço de uma semana.

Os comentários de Ri Yong-ho são a primeira reação oficial do regime norte-coreano ao discurso de Donald Trump. À saída da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o diplomata explicou aos jornalistas: “Há um ditado que diz que ‘quando os cães ladram, a caravana passa’“.

Se ele [Trump] estava a pensar que nos surpreendia com o som de um cão a ladrar, então está claramente a sonhar”, disse Ri Yong-ho.

O presidente norte-americano aproveitou ainda para ridicularizar os sucessivos testes de mísseis levados a cabo por Pyongyang e até o líder do país, Kim Jong-un: “O Rocket man está numa missão suicida”. Quando questionado sobre esse comentário, o representante norte-coreano disse apenas que tinha “pena do staff dele”. Ri Yong-ho encontra-se em Nova Iorque onde deverá discursar esta sexta-feira, dia 22, na sede da ONU.

A Coreia do Norte progrediu rapidamente no desenvolvimento de mísseis de longo-alcance nos últimos anos e investiu fortemente no seu programa nuclear. Aliás, fez sabê-lo a 3 de setembro quando conduziu o sexto (e mais poderoso) ensaio nuclear em Punggye-ri.

Em resposta, as Nações Unidas aprovaram mais um pacote de sanções que, entre outras medidas, restringe as importações de petróleo e bane as exportações de têxteis. Estas medidas só agravaram a escalada de tensões, com Pyongyang a fazer sobrevoar um segundo míssil pelo Japão.