Professores

FNE diz que docentes devem dar “resposta forte” ao Governo

O secretário-geral da Federação Nacional da Educação pediu uma "resposta forte" por parte dos professores ao Governo. O processo negocial vai avançar na quinta-feira com reuniões já agendadas.

Tiago Petinga/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, disse esta terça-feira que os professores devem dar uma “resposta forte” na greve de quarta-feira, após uma reunião com elementos do Governo.

“Não evoluímos muito na reunião de hoje [terça-feira] e ficou agendada uma nova reunião para a próxima quinta-feira. A principal novidade foi alguma abertura do Ministério da Educação para descongelar sete anos, mas para nós tem que ser os nove anos e meio”, disse à agência Lusa João Dias da Silva.

Já Júlia Azevedo, do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), depois da reunião afirmou que “Os professores estão de parabéns pela força que deram aos sindicatos. Esta reunião não estava prevista e talvez não se realizasse se não fosse a pressão dos professores”.

A Frente Sindical dos Docentes, que reúne oito sindicatos que representam professores de todo o país, refere que o processo negocial vai avançar na quinta-feira, com reuniões já agendadas.

“O Governo pretende recuperar o tempo de serviço dos professores em sete anos e não nos nove anos e quatro meses em que estivemos congelados. A informação que nos deram ainda é que o faseamento não será todo nesta legislatura, o que não é aceitável”, defendeu.

A dirigente sindical explicou que o governo não quer contabilizar os anos entre 2005 e 2007 e defendeu que os professores devem aderir à greve.

“Os professores estão indignados e, por isso, vamos para a luta, esperando uma forte adesão. É muito importante a greve para o processo negocial”, salientou.

João Dias da Silva defendeu que “Os professores devem ser recolocados onde merecem, depois do congelamento na progressão das carreiras. É um processo que tem que ser faseado, mas que vamos ver como, porque não se pode eternizar e tem que incluir todos os anos”, salientando que os professores devem dar “uma resposta forte” ao Governo na greve de quarta-feira.

O Governo anunciou na terça-feira que registou “avanços no sentido de um potencial acordo negocial” depois de reuniões com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

“No seguimento das reuniões realizadas entre a secretária de Estado da Administração e Emprego Público, a secretária de Estado Adjunta e da Educação, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e a Federação Nacional da Educação (FNE), o governo regista avanços no sentido de um potencial acordo negocial”, refere em comunicado.

O Governo acrescenta que “foram exploradas possibilidades” que vão agora ser analisadas, com as reuniões entre as partes a serem retomadas na quinta-feira.

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, apelou esta para uma “greve histórica” de professores na quarta-feira, após uma reunião de quase quatro horas com o Governo.

Segundo Mário Nogueira, o Governo não transigiu na questão que para os professores é fundamental, a contagem do tempo de serviço, que os professores exigem e o Governo não quer ceder.

A progressão na carreira dos professores está interrompida há uma década e, segundo a leitura feita pelos vários sindicatos, a proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) prevê que não seja contabilizado o trabalho realizado entre 31 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 2007 nem entre janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2018.

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