Eurogrupo

Mário Centeno avança com candidatura ao Eurogrupo e parte como favorito

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Ministro das Finanças tem o apoio das quatro maiores economias da zona euro - Alemanha, França, Itália e Espanha - e é nesta altura quem está melhor posicionado. Candidatura é entregue hoje

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

(Artigo atualizado com a confirmação da candidatura de Mário Centeno pelo gabinete do primeiro-ministro)

O ministro das Finanças, Mário Centeno, avançou esta quinta-feira com uma candidatura à presidência do Eurogrupo, confirmou esta quinta-feira o gabinete do primeiro-ministro, e, de acordo com fontes com conhecimento do processo, tem apoios para ganhar, contando entre os seus apoios com todas as maiores economias da zona euro do seu lado: Alemanha, França, Itália e Espanha.

A reta final das negociações permitiu a Portugal encaixar os apoios que permitiriam Mário Centeno ter a segurança necessário para avançar. A grande mudança saiu de Abidjan, nas Costa do Marfim, onde António Costa conseguiu garantir o apoio de Angela Merkel, apurou o Observador junto de fontes com conhecimento do processo.

Mas não Eurogrupo não se faz só da Alemanha, maior economia da zona euro. Portugal contava há muito com o apoio da Espanha, quarta maior economia da zona euro, mas andava a cortejar dois apoios fundamentais para este processo: o de França e o de Itália.

Na semana passada, Mário Centeno já sabia que Bruno Le Maire e Pier-Carlo Padoan não iriam tentar a presidência, mas não sabiam quem estes dois países apoiariam numa corrida que tem estado muito fragmentada. Agora, Portugal conta com as quatro maiores economias da zona euro, e países mais influentes dentro do Eurogrupo, do seu lado para apoiar a candidatura de Mário Centeno. Portugal tem contado desde a primira hora com o apoio da Grécia, e eventualmente do Chipre.

Com alguns apoios por definir, a candidatura de Mário Centeno pode não ser a única, mas é certamente nesta altura a que tem mais chances de vencer.

No entanto, tratando-se de uma corrida à liderança do Eurogrupo, até estar votado e aprovado o novo presidente, nada se pode descartar, como a história tem demonstrado.

Entretanto, o gabinete do primeiro-ministro já confirmou oficialmente a candidatura de Mário Centeno. “O Governo português apresentou esta manhã a candidatura do Ministro das Finanças, Mário Centeno, à presidência do Eurogrupo.. (…) A eleição terá lugar na próxima reunião do Eurogrupo agendada para o dia 4 de dezembro”, diz o curto comunicado do gabinete de António Costa.

Apesar de ser favorito ao cargo, Mário Centeno tem concorrência de mais três candidatos ao lugar. A ministra das Finanças da Letónia, Dana Reizniece-Ozola, formalizou, como se esperava, a sua candidatura ao cargo, mas não tem o apoio sequer da sua família política. O PPE decidiu não apontar um candidato e prejudicou seriamente a possibilidade de os potenciais candidatos de centro-direita – com maioria no Eurogrupo -, que já tinham contra si todos as presidências na Europa serem ocupadas por membros desta família política.

Outro candidato que avança, mas que não deverá ter grandes hipóteses devido à falta de alinhamento do PPE é o luxemburguês Pierre Gramegna. Aquele que era visto pelas Finanças como o candidato mais perigoso à direita, não conseguiu o apoio da sua família partidária europeia, até porque já há um luxemburguês num cargo de topo – Jean-Claude Juncker na Comissão Europeia – e porque todos os principais cargos estão nas mãos do centro-direita: Parlamento Europeu, Comissão Europeia e Conselho Europeu.

Por fim, resta um socialista, o eslovaco Peter Kazimir. No entanto, Kazimir não é o diplomata que os ministros esperam de um presidente do Eurogrupo e esteve, em várias ocasiões, do lado mais ortodoxo do Eurogrupo, o da Alemanha, como se viu melhor na discussão sobre o futuro da Grécia, o que lhe retirou apoios à esquerda.

Mário Centeno fez uma declaração às 13h00 no Ministério das Finanças sobre a sua candidatura.

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