O líder parlamentar do PSD respondeu esta manhã ao veto presidencial ao diploma que altera o financiamento partidário para dizer que o seu partido “não tem pressa absolutamente nenhuma em tomar nenhuma decisão em cima do veto do Presidente da República”. No dia 19 de dezembro, os partidos alteraram a agenda de votações do último plenário antes das férias de Natal para incluir a votação das alterações à lei do financiamento “tendo em conta a urgência da sua aprovação”, segundo a súmula da reunião da conferência de líderes onde isso ficou assente.

Mas agora, 15 dias depois, o PSD — que foi um dos partidos, a par do PS, PCP, BE e Verdes, que aprovou as mudanças — garante já não ter urgência em mexer na mesma lei até porque está em vias de escolher um novo líder. E tanto Rui Rio como Pedro Santana Lopes criticaram o processo que envolveu as alterações à lei e também o conteúdo do diploma que Marcelo Rebelo de Sousa acabou por vetar na noite desta terça-feira.

Aguardaremos com toda a naturalidade e tranquilidade a eleição de uma nova liderança do PSD para discutir estes processo e se houver vontade e entendimento, alterar a lei”

“O PSD está em processo de escolha da nova liderança, por isso, o grupo parlamentar do PSD com toda a naturalidade e tranquilidade esperará que seja eleita uma nova comissão política para poder dar as instruções devidas ao grupo parlamentar”, detalhou Hugo Soares numa conferência de imprensa na Assembleia da República.

Presidente da República veta alterações à lei do financiamento dos partidos por ausência de escrutínio

O líder parlamentar social-democrata diz mesmo não haver “motivo de preocupação” com o veto do Presidente, já que “durante muitos anos, o PSD conviveu com toda a naturalidade com a atual lei”.

Já quanto ao motivo do veto, que consta na nota divulgada pelo Presidente (ainda falta o texto que fundamenta a decisão, e que refere a “ausência de fundamentação publicamente escrutinável” quanto à decisão dos partidos, o PSD garante que “a matéria foi amplamente discutida, durante mais de um ano” e ainda aproveita o argumento para dizer que “não é numa semana ou duas que esse escrutínio pode ficar resolvido”.