Jogos Olímpicos

A primeira polémica dos Jogos de Inverno foi por causa da bandeira e teve uma moeda ao ar pelo meio

Cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno teve muitos elogios e pouquíssimas críticas mas, por trás disso, houve problemas na delegação americana por causa de uma moeda ao ar.

Comitiva dos Estados Unidos foi uma das maiores na cerimónia de abertura mas houve um atleta (pelo menos) ausente

Getty Images

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, numa versão 2.0 onde a maioria dos participantes anda de telemóvel no ar a fazer gravações, é aquele momento que nenhum atleta quer perder. Fica marcado na memória e para sempre, com a mesma definição das filmagens que estão a ser guardadas desde a entrada no estádio até ao final da volta que termina com a ocupação de um lugar na bancada para o resto da festa. Mas nem todos podem comparecer, sobretudo por causa do calendário e dos compromissos na competição. Ou, neste caso, por não concordar com a escolha do porta-estandarte.

Como seria de esperar, a cerimónia teve alguns momentos altos: a entrada em tronco nu (tal como tinha acontecido no Rio de Janeiro, nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016) do atleta do Tonga Pita Taufatofua, que trocou o taekwondo pelo esqui de fundo, com menos dois graus negativos; o silêncio no recinto quando começou a desfilar a delegação da China; a festa na altura em que as duas Coreias chegaram com a bandeira unificada; a alegria da Jamaica e do Brasil no meio de um frio que não faz parte do seu quotidiano. Os Estados Unidos também não passaram ao lado, por outra razão: todos estavam com um casaco aquecido e com bateria incorporada produzido para o evento pela Ralph Lauren. Mas não foi só por isso.

Se no caso de Portugal a escolha sobre o porta-estandarte acabou por ser fácil (como Arthur Hanse teve esse prémio na edição de 2014, em Sochi, a honra pertenceu agora a Kequyen Lam), na vastíssima delegação americana não foi bem assim: primeiro houve a seleção de oito representantes; depois, a escolha de cada uma das oito federações de desportos de inverno. Problema? Ficou empatada, 4-4, entre Shani Davis e Erin Hamlin. Como desempatar? Por moeda ao ar. Cara ou coroa, aqui vai disto, ganhou Hamlin, perdeu Davis. A corrida e a cerimónia de abertura, como forma de protesto.

“A equipa dos Estados Unidos lançou de uma forma desonrosa uma moeda ao ar para decidir quem seria o porta-estandarte em 2018. Sem problema, posso esperar por 2022″, acusou o patinador de velocidade no Twitter. “Sou americano e, quando ganhei a prova dos 1.000 metros em 2010, tornei-me o primeiro a ser bicampeão no evento”, destacou.

No entanto, como destaca o El País, houve outro dado que criou um certo mal-estar: a hashtag utilizada por Davis, atleta que fará a quinta participação no evento, onde ganhou já duas medalhas de ouro e outros tantas de prata (além de ter sido o primeiro desportista negro a ganhar uma prova, no ano de 2006): #BlackHistoryMonth2018.

“Ele não estava a pensar em ir logo de início, mas depois acabou por reconsiderar perante a possibilidade de poder ser o porta-estandarte dos Estados Unidos. A sua corrida é nos próximos dias e ele está 100% focado nisso. Como o horário da cerimónia acaba por interferir com o seu programa de treino, não marcará presença”, tentou justificar à CNN um porta-voz da equipa dos Estados Unidos de patinagem em velocidade.

Indiferente à polémica, Erin Hamlin, atleta do luge que fará a despedida dos Jogos Olímpicos de Inverno após ter feito história ao conseguir a primeira medalha americana de sempre na modalidade (bronze, em Sochi), não escondeu a honra pela escolha. “É um orgulho poder levar a bandeira. É algo completamente diferente de ganhar uma medalha e que ganhei após ter trabalhado muito. As pessoas reconhecem e respeitam isso”, salientou a americana de 31 anos.

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