Pep Guardiola

Federação Inglesa de Futebol anuncia procedimento disciplinar contra Pep Guardiola

A Federação Inglesa de Futebol abriu um procedimento disciplinar contra o treinador do Manchester City por ostentar um símbolo político catalão nos jogos.

Pep Guardiola tem usado um laço amarelo na lapela desde dezembro de 2017 em apoio aos políticos catalães pró-independência que se encontram detidos.

WALTER BIERI/EPA

A Federação Inglesa de Futebol (FA) anunciou esta sexta-feira a abertura de um procedimento disciplinar contra o treinador do Manchester City, Pep Guardiola, por ter comparecido nos jogos ostentando um símbolo político catalão.

Desde o final do ano passado, o treinador de origem catalã tem comparecido nas partidas da sua equipa e nas conferências de imprensa com um laço amarelo na lapela, simbolizando o seu apoio aos políticos catalães pró-independência detidos.

Em comunicado, a FA sublinha que a utilização deste símbolo político colide com o seu regulamento, tendo dado a Pep Guardiola até 5 de março às 18h00 hora local (mesma hora em Lisboa) para se explicar.

Em dezembro, o treinador natural de Santpedor, na Catalunha, já explicou que passou a utilizar o laço amarelo em protesto por detenções que considera “injustas”.

“Se me quiserem suspender por isso, ok”, acrescentou, reagindo a um comentário feito então pelo treinador português do Manchester United, José Mourinho, para quem o seu homólogo do Manchester City não deveria ser autorizado a comparecer com aquele símbolo político.

“Se as regras autorizassem a fazê-lo, nesse caso seria livre de o fazer. Mas não creio que as regras permitam mensagens políticas no terreno de jogo”, disse o português.

Oriol Junqueras, ex-presidente do Governo regional, Jordi Sanchez, ex-presidente de uma associação cívica pró-independência que agora é deputado regional, e Jordi Cuixart, presidente de outra associação cívica independentista, são os três separatistas catalães ainda detidos em Espanha.

Os três independentistas detidos são acusados de delitos de rebelião, sedição e peculato no quadro da tentativa de secessão da Catalunha que terminou, a 27 de outubro do ano passado, com a proclamação unilateral da “República catalã”.

O Governo espanhol anunciou no mesmo dia a dissolução do parlamento regional, a destituição do executivo regional liderado por Carles Puigdemont e a marcação de eleições para 21 de dezembro último, vencidas pelo Cidadãos, embora os independentistas tenham mantido a maioria.

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