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O Estado do Oklahoma vai começar a usar nitrogénio na execução de presos condenados à morte. Na origem da decisão está a recusa das farmacêuticas em disponibilizar as substâncias até agora usadas na injeção letal. “Não podemos ficar à espera que cheguem os fármacos. O nitrogénio é eficaz, fácil de administrar, fácil de obter e não requer procedimentos médicos complexos”, esclareceu o procurador-geral de Oklahoma, Mike Hunter.

O diretor do Departamento Penitenciário, Joe Allbaugh, também falou sobre o assunto, confirmando o uso de nitrogénio nas execuções e dizendo que as autoridades procuraram pelos fármacos por todo o mundo.

Procuramos as substâncias [da injeção letal] por todo o mundo, até mesmo nas ruelas da Índia e não encontramos nada.”

Joe Allbaugh disse ainda que este método já foi usado em situações de suicídio assistido, embora nunca o tenha sido na execução de presos condenados à morte. A inalação será feita usando uma máscara e a morte é provocada por falta de oxigénio, ou hipoxia. Algumas organizações humanitárias já se mostraram preocupadas com esta decisão, dizendo que “os presos estão a ser usados como cobaias”.

Oklahoma é o Estado com a maior taxa de execuções per capita e foi o primeiro local do mundo onde se usou a injeção letal. Em 2014 ficou conhecido o caso de Clayton Lockette, condenado por sequestro violação e assassinato de uma jovem,  e que esteve 43 minutos em agonia depois de lhe ter sido administrado midazolam. Na altura Barack Obama classificou o caso como desumano.

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