O primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borisov, anunciou hoje que nenhum funcionário diplomático russo será expulso do país na sequência do envenenamento do ex-espião de origem russa, Serguei Skripal, e da sua filha Yulia.

“Neste momento, não consideramos necessário expulsar diplomatas ou pessoal técnico da Federação Russa na Bulgária”, afirmou o primeiro-ministro, no final de uma reunião com os responsáveis máximos da segurança, na qual participaram também vários ministros e os chefes dos serviços secretos.

Borisov mostrou apoio ao Reino Unido, mas reafirmou que são necessárias mais provas de que a Rússia está por detrás da tentativa de homicídio, tal como defende Londres.

O primeiro-ministro da Bulgária assegurou que uma prova de que a Bulgária está a levar o assunto a sério é que convocou o seu embaixador na Rússia, que voltará a Moscovo no dia 08 de abril.

Bulgária, que ocupa este semestre a presidência rotativa da União Europeia, é também membro da NATO, e tem mantido uma boa relação com a Rússia.

O ex-espião duplo de origem russa Serguei Skripal, de 66 anos, e a sua filha Yulia, de 33 anos, foram encontrados inconscientes a 04 de março em Salisbury, no sul de Inglaterra, após terem sido envenenados com um componente químico que ataca o sistema nervoso.

O Reino Unido atribuiu o envenenamento à Rússia, que tem desmentido todas as acusações e exigido provas concretas sobre esta alegação.

Em 14 de março, Londres anunciou a expulsão de 23 diplomatas russos do território britânico e o congelamento das relações bilaterais, ao que Moscovo respondeu expulsando 23 diplomatas britânicos e suspendendo a atividade do British Council na Rússia.

Os Estados Unidos, cerca de vinte outros países – entre os quais 17 da União Europeia (UE) – e também a NATO decidiram a expulsão, no conjunto, de mais de uma centena de diplomatas russos dos seus territórios, em apoio ao Reino Unido.