O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, afirmou esta quarta-feira que a instituição está a tentar persuadir os bancos comerciais a baixarem as taxas de juro, acompanhando a tendência de redução das taxas de referência pelo banco central.

O Banco de Moçambique desceu neste dia as taxas de juro, pela segunda vez consecutiva em menos de dois meses, justificando a medida com o comportamento favorável da taxa de inflação, que se situa em torno dos 3%.

Falando em conferência de imprensa, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse que o Comité de Política Monetária (CPMO) da instituição decidiu descer a taxa de juro de política monetária em 150 pontos base para 16,5% e a taxa de facilidade permanente de cedência em 100 pontos base para 16,5%.

O CPMO manteve a taxa de facilidade permanente de depósitos em 12,5% e o coeficiente de reservas obrigatórias para os passivos em moeda nacional em 14% e moeda estrangeira em 22%. Questionado sobre o fato de as taxas de juro dos bancos comerciais continuarem altas no país, Rogério Zandamela assinalou que o regulador está empenhado em compreender os fatores que estão a ditar essa situação.

“Estamos a trabalhar com os bancos para compreendermos o que se passa, porque quando o regulador baixa as taxas de juro quer transmitir esse sinal aos bancos comerciais”, afirmou Rogério Zandamela, em conferência de imprensa.

Como regulador, prosseguiu, o Banco de Moçambique podia optar por medidas administrativas para impor aos bancos comerciais as taxas de juro, mas a aposta tem passado pelo diálogo.

“Não pretendemos nenhum confronto, porque compreendemos que através do diálogo é possível levar os bancos comerciais a estar em sintonia com a tendência de redução das principais taxas de referência”, acrescentou Rogério Zandamela.