Mercado

Diesel. Queda nas vendas manda 1.000 para a rua

A falta de confiança devida ao Brexit, o esperado aumento de impostos relativos à exportação e a guerra aos diesel continuam a motivar cortes entre as marcas automóveis com fábricas no Reino Unido.

Tudo contribui para o ‘desastre’, no que toca ao Brexit e à indústria automóvel britânica. Não só os expectáveis impostos a que vão estar sujeitos os veículos produzidos nas ilhas, com destino à União Europeia, têm provocado cortes na produção, como também a luta contra os diesel – de que Londres é um verdadeiro avançado de centro, para usar uma terminologia futebolística – não tem contribuído para incrementar a confiança dos consumidores neste tipo de motorizações. Como se tudo isto não bastasse, o facto de os ingleses já terem interiorizado que a economia não está propriamente a melhorar tem também levado a uma redução da procura por carros novos. Como consequência, os fabricantes ingleses têm de produzir cada vez menos veículos, adaptando-se à nova realidade.

A crise bate agora à porta da Jaguar Land Rover (JLR), grupo cujas marcas sempre dependeram tanto dos motores diesel como dos mercados de exportação. E porque não vale a pena produzir carros sem ter clientes, o fabricante já anunciou pretender cortar 1.000 postos de trabalho nas suas fábricas de Castle Bromwich (Jaguar) e Solihull (Land Rover). Segundo a marca, a “redução do número de empregados deve-se às sucessivas notícias impactando a indústria automóvel, e todas elas negativas”.

Por outro lado, como a JLR está a investir fortemente em novas tecnologias – à semelhança dos restantes fabricantes –, dos híbridos plug-in aos veículos 100% eléctricos, está também a contratar engenheiros e técnicos especializados nestas novas áreas, de forma a adquirir rapidamente o conhecimento de que necessita.

Continuamos comprometidos com a permanência das fábricas no Reino Unido, onde investimos cerca de 4,6 mil milhões de euros desde 2010”, assegura o grupo.

Apesar destas afirmações revelarem confiança, a realidade é que, comparando com o último ano, as vendas da Jaguar no primeiro trimestre estão a cair 26%, com a Land Rover a tropeçar 20%, isto enquanto o construtor atravessa um período de forte investimento em veículos eléctricos e híbridos, que necessitam de plataformas inteiramente novas para explorarem devidamente todo o seu potencial.

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