PS

António Costa. “Fui apanhado de surpresa pelas afirmações de Carlos César”

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Carlos César foi o primeiro dirigente socialista a criticar José Sócrates. O primeiro-ministro diz agora que foi "apanhado de surpresa" com as declarações do presidente do PS.

JOSÉ COELHO/LUSA

O primeiro-ministro diz ter sido apanhado “de surpresa” pelas críticas contundentes de Carlos César, presidente do PS, a José Sócrates e que estão na origem da decisão de Sócrates de desfiliar-se do PS. Depois vários dirigentes socialistas da linha socrática terem criticado António Costa e terem constatado a concertação de posições de César com as do porta-voz do PS (João Galamba) e da secretária-geral adjunta (Ana Catarina Mendes), Costa afirma agora ao Expresso: “fui apanhado de surpresa pela afirmações de Carlos César” em entrevista à TSF.

A frase proferida por António Costa no Canadá acaba por ser uma resposta à onda de contestação da ala socrática. O deputado socialista José Junqueiro, por exemplo, já tinha afirmado ao Observador: “Se é o líder parlamentar [Carlos César], se é o secretário-geral [António Costa], se é a adjunta do secretário-geral [Ana Catarina Mendes], se é o porta-voz do partido [João Galamba], se é o antigo ministro dos Assuntos Parlamentares [agora ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva], tão próximo de José Sócrates, se nunca o tinham feito até hoje e se, agora, fizeram em 48 horas.”

Recorde-se que Carlos César afirmou em entrevista à TSF que “ficámos entristecidos. Ficámos até enraivecidos com pessoas que se aproveitam dos partidos políticos, e designadamente do nosso, [para ter] comportamentos desta dimensão e desta natureza. Ficamos revoltados com tudo isto.” João Galamba, que também se destacou pelo tom inflamado que utilizou para comentar a situação de José Sócrates,  disse que se sentia “envergonhado” como qualquer socialista que vê um ex-secretário-geral e ex-primeiro-ministro a ser acusado de corrupção e branqueamento de capitais, “sobretudo se as matérias de que é acusado vierem a confirmar-se.

Já Augusto Santos Silva, o ministro dos Negócios Estrangeiros de António Costa, afirma que sentir-se-ia enganado se se verificar que algum dos seus “colegas de Governo, seja ele quem for, cometeu crimes no exercício.” Acrescenta ainda que sentiria que “a confiança que as pessoas depositaram teria sido traída.”

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