O ministro da Defesa deve deslocar-se a Angola nas próximas duas semanas. A notícia é avançada pelo Público, que acrescenta que o Governo estará confiante de que a visita oficial vai mesmo acontecer. O Executivo de António Costa olha para a deslocação como um “sinal de boa vontade” por parte dos angolanos, já que se trata da primeira visita de um ministro português àquele país desde que João Lourenço arrefeceu as relações diplomáticas com Portugal.

De recordar que, em fevereiro do ano passado, Francisca Van Dunem, ministra da Justiça, cancelou à última da hora uma visita a Angola. Na altura, o regime angolano considerou que “não havia condições” para a realização da ministra que tem dupla nacionalidade angolana e portuguesa.

A deslocação do primeiro-ministro a Angola permanece sem data e João Lourenço restringiu o convite para sua tomada de posse como Presidente da República de Angola a Marcelo Rebelo de Sousa — depois de António Costa ter dito publicamente que esperava um convite. Nessa ocasião, o chefe de Estado dirigiu vários elogios a diversos países europeus e “esqueceu-se” de Portugal.

As relações diplomáticas entre Portugal e Angola estão tensas como consequência do processo Operação Fizz, em que o ex-vice-presidente angolano Manuel Vicente, e agora próximo de João Lourenço, é arguido. Luanda quer que o processo seja transferido para Angola e tem levado a cabo várias retaliações de caráter político, como a ausência de indicação de um embaixador em Lisboa.

Azeredo Lopes vai deslocar-se a Angola no âmbito da cooperação técnico-militar que Portugal mantém com vários países da CPLP — e que já levou o ministro da Defesa a S. Tomé e a Moçambique. O programa da visita ainda não está concluído e permanece a dúvida sobre um possível encontro com o seu homólogo angolano.

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