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Bairro Alto

Em quatro anos, a videovigilância no Bairro Alto captou mais de 300 situações de crime

O sistema de videovigilância do Bairro Alto, na freguesia da Misericórdia, foi instalado em maio de 2014 e é composto por 27 câmaras que permitem a visualização de imagens em tempo real,

PAULO CUNHA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A videovigilância do Bairro Alto, em Lisboa, captou 349 situações de crime desde a ativação da rede, em 2014, tendo as imagens permitido em 27 casos a ativação imediata das autoridades, segundo dados fornecidos à Lusa pela PSP.

O sistema de videovigilância do Bairro Alto, na freguesia da Misericórdia, foi instalado em maio de 2014 e é composto por 27 câmaras que permitem a visualização de imagens em tempo real, entre as 18h e as 7h, e que podem ser usadas como meio de identificação e prova.

De acordo com os dados enviados à agência Lusa pela Polícia de Segurança Pública (PSP), foram registadas 349 ocorrências “em que houve necessidade de preservar imagens relativas a ilícitos captados pelas câmaras”.

Deste número, houve 27 ocorrências que “foram percecionadas pelo operador ao sistema” no momento em que os delitos aconteceram, ou seja, que permitiram uma mobilização das autoridades na hora para responder à situação.

A PSP faz “um balanço positivo” do primeiro quadriénio da rede de videovigilância no Bairro Alto, “na medida em que tem servido quer como fator dissuasor da criminalidade, quer como meio de prova em inúmeros inquéritos criminais”. A polícia refere ainda que a videovigilância “tem permitido a identificação dos autores [dos crimes] e das formas como atuaram”.

Em consonância com a avaliação feita pela PSP, o vereador da Câmara Municipal de Lisboa para a Segurança, Miguel Gaspar, disse à Lusa que a autarquia “acredita no mérito do sistema” e que “tem o acolhimento quer da junta de freguesia, quer das associações de moradores”.

“Há uma perceção de que a existência destas câmaras tem um efeito dissuasor naquilo que são práticas menos desejadas nestas bairros e contribui para o sentimento de segurança geral no Bairro Alto”, frisou.

Porém, alguns comerciantes do Bairro Alto, ouvidos pela Lusa, não acreditam na eficácia do sistema.

Questionado sobre a descrença no sistema por parte de alguns comerciantes do Bairro Alto, o autarca referiu que não “tem chegado essa informação” e adiantou que o patrulhamento foi reforçado “quando há mais pessoas no bairro, nomeadamente nas noites de quinta, sexta-feira e de sábado”.

“O que nós sabemos é que a criminalidade, como um todo, tem vindo a baixar na cidade de Lisboa”, explicou, acrescentando que o aumento do patrulhamento foi um dos fatores que contribuíram para a alegada diminuição dos crimes na cidade, a par da videovigilância.

“Se olharmos para uma Lisboa que está a crescer, com cada vez mais pessoas, a gente conseguir baixar os níveis de sinistralidade é sinal de que todas estas componentes têm contribuído e a videovigilância será uma delas”, considerou.

O município está a “aguardar que a PSP termine o trabalho de levantamento dos [novos] locais” onde o sistema de videovigilância vai ser implementado, para dar seguimento ao “pedido formal ao Ministério da Administração Interna (MAI) para o desenvolvimento do sistema”.

A videovigilância em Lisboa vai ser alargada, em 2019, ao Cais do Sodré e à frente ribeirinha do Tejo, no âmbito do programa “Noite + Segura”, elaborado pela Câmara Municipal em conjunto com o MAI.

AZF/ROC (FYM/AYMN) // ROC

Lusa/Fim

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