O Governo português condena “sem ambiguidades” qualquer intenção de “subverter as instituições democráticas”, a propósito da alegada tentativa de golpe em São Tomé e Príncipe na passada quinta-feira. Através do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o executivo afirmou esta sexta-feira que confia no respeito pelas “firmes credenciais democráticas” naquele país lusófono.

“O Governo português acompanha com atenção as notícias sobre a recente tentativa de subversão da ordem constitucional em São Tomé e Príncipe”, indica uma nota divulgada na noite de sexta-feira pelo MNE. Portugal “condena sem ambiguidades qualquer tentativa de subverter as instituições democráticas e relembra que as alternâncias governativas se devem processar no pleno respeito pela Constituição, leis fundamentais e processos democráticos do país a que dizem respeito”, adianta.

Além disso, refere a nota do Palácio das Necessidades, o executivo “confia que as firmes credenciais democráticas de São Tomé e Príncipe continuarão a ser respeitadas e reforçadas por todos os são-tomenses, num espírito de diálogo e abertura”. Portugal reitera ainda o seu “forte empenho na cooperação” com São Tomé e Príncipe, tanto a nível bilateral como multilateral.

“Cabe às autoridades de São Tomé e Príncipe conduzir as necessárias investigações e apurar responsabilidades”, considera o Governo de António Costa.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O Governo são-tomense anunciou na quinta-feira as detenções de Gaudêncio Costa, antigo ministro da Agricultura e deputado do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social democrata (MLSTP-PSD), maior partido da oposição, e de um sargento das Forças Armadas, Ajax Managem, por suspeita de envolvimento numa “tentativa de subversão da ordem constitucional”.

São Tomé. Pessoas que desempenharam altos cargos envolvidas na tentativa de subversão

Os dois suspeitos foram libertados e sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência, depois de o juiz de primeira instância Francisco Silva ter considerado que não existem provas para aplicar a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

Juiz liberta detidos por alegada tentativa de subversão da ordem constitucional em São Tomé