Morte

Morreu a artista Helena Almeida, uma das mais reconhecidas do século XX

911

Helena Almeida morreu aos 84 anos na sua casa, em Sintra. A artista plástica era considerada uma das mais importantes artistas do século XX.

Obra de Helena Almeida

Helena Almeida, uma das mais conhecidas artistas plásticas do século XX, morreu esta terça-feira, na sua casa, em Sintra. Tinha 84 anos. A informação foi confirmada esta quarta-feira à agência Lusa por uma fonte da galeria que a representava, a Galeria Filomena Soares.

Nascida em Lisboa, em 1934, Helena Almeida formou-se em Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1955 e a partir dos anos 60 destacou-se pela sua obra multifacetada, sobretudo envolvendo a fotografia, tornando-se uma figura conhecida no panorama artístico português contemporâneo e uma das mais importantes do último século. Ao longo da carreira, a artista plástica mostrou-se de forma intensa nas fotografias que fez de forma original e influente, tendo um grande reconhecimento internacional.

Foi em 1964, em Paris, que a artista realizou parte dos seus estudos , através de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, e começou a descobrir a sua faceta na arte abstrata. As obras que criou nesse tempo foram, aliás, um espelho desse período, marcado pelos jogos de inter-relação entre espaços interiores e exteriores. Quando voltou a Portugal, em 1967, realizou a sua primeira exposição individual, na Galeria Buchholz, onde questionou “o espaço pictórico e explorou os limites físicos da pintura, problemática que viria a ser desenvolvida na sua obra futura”, recorda o Museu Nacional de Arte Contemportânea do Chiado, na sua página oficial.

No final dos anos 60, Helena Almeida começou a transpor nas suas obras o desejo de autorrepresentação: uma reflexão sobre si própria “e sobre as relações de tensão entre o corpo, o espaço e a obra”, tendo ganho reconhecimento internacional no final da década de 70. Dos vários prémios que recebeu destacam-se o 1.º Prémio de Desenho em Coimbra, em 1969, o Prémio da 11.ª Bienal de Tóquio e o Prémio da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1984 e o Prémio BESphoto, em 2004.

A partir do estúdio, que era do seu pai, o escultor Leopoldo de Almeida, a artista começou a desenvolver o trabalho fotográfico. Foi, aliás, nos anos 90 que a fotografia passou a ser o seu meio de eleição, com uma escala de cores predominante: o azul, o vermelho ou o preto.

A sua exposição “O Outro Casal. Helena Almeida e Artur Rosa”, centrada nos registos em que aparece com o marido, também artista, Artur Rosa, esteve patente desde junho até ao dia 9 de setembro, na Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, em Lisboa.

Já em Madrid foi inaugurada a mostra “Dentro de mim”, de Helena Almeida, no passado dia 20, na galeria madrilena Helga de Alvear.  Na semana passada, Helena Almeida tinha acabado de inaugurar uma exposição com obras novas na Galeria Helga de Alvear, em Madrid, a sua representante em Espanha. Neste momento, a artista tinha uma exposição na Tate Modern em Londres.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
PGR

Estão a gastar a nossa herança!

Gonçalo Pistacchini Moita
330

Muitos de nós julgam saber o que levou António Costa a propor a substituição da Procuradora Geral da República. Poucos saberão, de facto, o que levou Marcelo Rebelo de Sousa a aceitá-la. 

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)