Terá sido um seguro de vida, no valor de 100 mil euros, que motivou o assassinato de Luís Grilo. Segundo a edição de sábado do Correio da Manhã, o triatleta assassinado violentamente em julho deste ano tinha contratado um seguro de vida cujo valor, em caso de morte, reverteria a favor de Rosa Grilo, a viúva e uma das principais suspeitas de ter matado o engenheiro informático de 55 anos.

Já antes, o pai de Rosa Grilo falara ao Observador sobre um seguro de vida que, em caso de morte de um dos membros do casal, permitira que a casa em Cachoeiras, Vila Franca de Xira, ficasse paga na totalidade. Na passada quinta-feira, a Polícia Judiciária afirmava em conferência de imprensa que, além de “motivos passionais”, haveria “motivos financeiros” associados ao crime.

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O dinheiro do seguro de vida, continua o CM, seria também usado para resolver os problemas financeiros de António Félix Joaquim, o alegado coautor do crime, com quem Rosa Grilo manteria uma relação extraconjugal. O oficial de justiça, de 42 anos, com dois filhos menores, passava por dificuldades financeiras e receberia dinheiro, há já algum tempo, da suspeita.

Rosa Grilo trabalhava como responsável administrativa na empresa de informática fundada pelo marido há 13 anos. A viúva estava financeiramente dependente do marido.

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Morto na cama, enquanto dormia

Luís Grilo terá sido assassinado a 15 de julho, nas primeiras horas do dia. As buscas e as perícias levadas a cabo pela Polícia Judiciária à casa do casal, em Vila Franca de Xira, indicarão que o triatleta terá sido executado com um tiro à queima-roupa enquanto dormia.

A PJ descobriu vestígios da vítima no quarto do casal, na passada quarta-feira, na altura das buscas e da detenção de Rosa Grilo e de António Joaquim, escreve também o Jornal de Notícias. Os alegados homicidas terão tentando fazer uma limpeza a fundo ao local do crime, muito embora a PJ tenha descoberto vestígios de sangue numa das paredes do quarto. Tudo leva a crer que o crime tenha sido premeditado, até porque Rosa Grilo entregou o filho do casal aos avós na noite anterior.

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Esta sexta-feira, Rosa Grilo e António Félix Joaquim foram presentes a tribunal, em Vila Franca de Xira, para serem ouvidos por um juiz. A suspeita foi ouvida durante horas e o alegado coautor será ouvido este sábado, dia em que poderão ser conhecidas as medidas de coação a serem aplicadas aos presumíveis homicidas.