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Operadora brasileira Oi escolhe novo gestor e completa administração

Segundo a Oi, "com a nomeação de Solé Rafols a companhia consolida uma nova etapa de governança, prevista no Plano de Recuperação Judicial, aprovado pelos credores em dezembro do ano passado".

MARCELO SAYAO/EPA

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  • Agência Lusa
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A operadora brasileira Oi anunciou esta terça-feira a escolha do gestor Roger Solé Rafols para o Conselho de Administração, estrutura que fica assim completa após a ocupação do lugar deixado por um eleito que renunciou ao cargo.

“O Conselho de Administração da Oi nomeou o executivo Roger Solé Rafols para ocupar posição vaga com a saída de Marcos Duarte Santos, a 26 de setembro de 2018”, informa a empresa, em comunicado enviado à Lusa.

Segundo a Oi, na qual a portuguesa Pharol é acionista, “com a nomeação de Solé Rafols a companhia consolida uma nova etapa de governança, prevista no Plano de Recuperação Judicial, aprovado pelos credores em dezembro do ano passado”. Falta agora o parecer favorável Agência Nacional de Telecomunicações do Brasil.

Citado na nota, o presidente da operadora, Eleazar de Carvalho Filho, salienta que o novo administrador, que tem “20 anos de experiência no setor de telecomunicações”, irá contribuir “para o fortalecimento do papel do conselho na definição das diretrizes da Oi e também no apoio para execução do seu ‘turnaround’ [mudança de estratégia], que está em curso”.

No final de setembro, um dos eleitos para o novo Conselho de Administração da Oi, Marcos Duarte Santos, decidiu não permanecer no cargo que já desempenhava por “ordem pessoal e profissional”.

Em comunicado enviado ao mercado no Brasil, a Oi indicou que “o presidente do Conselho de Administração da companhia recebeu correspondência do sr. Marcos Duarte Santos, informando que, por razões supervenientes de ordem pessoal e profissional, não tomará posse no cargo de membro do novo Conselho de Administração da Oi, cuja eleição foi ratificada em assembleia-geral extraordinária realizada em 17 de setembro de 2018”.

Uma semana antes, em meados de setembro, os acionistas da operadora brasileira Oi elegeram um novo Conselho de Administração, presidido pelo economista e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social, Eleazar de Carvalho Filho. Segundo a ata da assembleia-geral extraordinária, enviada pela Pharol ao mercado, o novo Conselho de Administração da Oi conta com 11 membros — cinco novos e seis reconduzidos — e tem um mandato de dois anos.

Tendo em conta a nova nomeação, a administração conta, assim, com Eleazar de Carvalho Filho como presidente e Marcos Grodetzky como vice-presidente, tendo ainda como administradores Roger Solé Rafols, Henrique José Fernandes Luz, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, Marcos Bastos Rocha, Maria Helena dos Santos Fernandes de Santana, Paulino do Rego Barros Jr, Ricardo Reisen de Pinho, Rodrigo Modesto de Abreu e Wallim Cruz de Vasconcellos Junior.

Os acionistas da Oi aprovaram ainda, naquele encontro, o aumento do capital social da companhia, com a consequente alteração do estatuto social, como previsto no Plano de Recuperação Judicial da empresa.

A Oi está num processo de recuperação judicial desde 2016 com o objetivo de reduzir o passivo, que ronda os 65,4 mil milhões de reais (cerca de 13,4 mil milhões de euros).

A Pharol (ex-Portugal Telecom) era a principal acionista daquela companhia, detendo 27,18% através da sua subsidiária Bratel, mas, com o Plano de Recuperação Judicial da Oi, passou a ter menos de 8% por ter optado não por participar na recapitalização da operadora mediante conversão de dívida. Esse Plano de Recuperação Judicial propõe-se, assim, a reduzir o passivo da companhia brasileira, através da conversão de 72,12% da dívida suportada pelos credores, aos quais serão concedidos direitos sobre a empresa.

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