O candidato presidencial do PT, Fernando Haddad, e o terceiro classificado na primeira volta das eleições, Ciro Gomes (PDT), defendem que devem disputar a segunda volta entre si. Ambos acusam o candidato Jair Bolsonaro (PSL) de fraude eleitoral na primeira volta, depois de a Folha de São Paulo ter denunciado que a campanha do antigo capitão montou um esquema de mensagens falsas contra os adversários, pago por empresários. Tanto o PT como o PDT já entraram com ações no Tribunal Superior Eleitoral para que seja investigada a alegada fraude eleitoral de Bolsonaro e que, no limite, pode levar à impugnação da candidatura.

Fernando Haddad disse esta quinta-feira, depois da notícia da Folha de São Pauo, que Bolsonaro “tentou viciar a eleição. Felizmente não deu [para vencer] no primeiro turno, senão isso tudo iria para debaixo do tapete”. E atirou: “O segundo turno tem que ser entre mim e Ciro“. Horas depois, o partido que apoia Haddad avançou — através da senadora Gleisi Hoffman — com uma ação em tribunal por abuso do poder económico ou político e uso indevido dos meios de comunicação durante o período eleitoral.

O partido do terceiro classificado na primeira volta, Ciro Gomes, também já tinha avançado com uma ação. Antes ainda do PT, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou que ia avançar com uma ação no TSE a questionar o resultado da primeira volta por suspeitas de “fraude eleitoral”. Lupi explicou que o partido ainda estaria avaliar a que instrumento jurídico iria recorrer: se anular a primeira volta (e repeti-la) ou pedir a impugnação de Bolsonaro (e ocupar o lugar do capitão na segunda volta).

O candidato Jair Bolsonaro reagiu às acusações de fraude eleitoral, dizendo que o “apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita. Sempre fizeram política comprando consciências”. E voltou a puxar da cartada do atentado de que foi alvo: “Um dos ex-filiados de seu partido de apoio, o PSOL, tentou assassinar-nos. Somos a ameaça aos maiores corruptos da história do Brasil. Juntos resgataremos o nosso país.”