RTP

ERC chumba demissão dos adjuntos de Paulo Dentinho. Nova direção da RTP fica congelada

183

ERC chumba decisão de demitir adjuntos de Paulo Dentinho, afastado do cargo após polémica nas redes sociais. Nova direção fica congelada. Informação assegurada por António J. Teixeira e Hugo Gilberto.

João Relvas/LUSA

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) decidiu chumbar a decisão de demitir Vítor Gonçalves e João Fernando Ramos, que eram os adjuntos de Paulo Dentinho quando este dirigia a informação da RTP. Em comunicado, a ERC “deliberou não dar parecer favorável às destituições” por considerar que “o operador público não fundamentou adequadamente os pedidos de exoneração”. Ao que o Observador apurou, uma nova fundamentação já seguiu para a ERC.

A nova direção da estação pública escolhida pela administração, composta por Maria Flor Pedroso, Cândida Pinto, Helena Garrido, Hugo Gilberto e António José Teixeira, fica assim congelada. Enquanto isso não acontece, Vítor Gonçalves e João Fernando Ramos continuariam em funções. No entanto, o Observador sabe que os dois já abandonaram os escritórios que mantinham na RTP. Vítor Gonçalves até colocou o lugar à disposição esta manhã “no sentido de assegurar o princípio da liberdade da nova diretora de informação constituir a sua equipa”, revelou a RTP em comunicado. Por isso, enquanto o novo parecer da ERC não chega, a direção da RTP vai ser assegurada por António José Teixeira e Hugo Gilberto.

Segundo fonte do Observador, os esclarecimentos adicionais enviados à ERC foram redigidos pela  direção de informação da empresa — e não pela administração. Esses esclarecimentos contêm fundamentação mais aprofundada sobre a decisão de substituir os dois diretores adjuntos por outras duas pessoas — neste caso, Cândida Pinto e Helena Garrido. Quando, e se, o parecer positivo da ERC chegar, Cândida Pinto e Helena Garrido não entrarão para o quadro da RTP, mas assinarão um contrato de trabalho em regime de comissão de serviço.

No entanto, essas fundamentações já estavam preparadas antes. Em comunicado, a RTP explicou que a ERC chegou a ter uma audição marcada com Maria Flor Pedroso, que depois foi cancelada pelo regulador: “Segundo esse comunicado, “esteve marcada uma audição a Maria Flor Pedroso com esse objetivo, posteriormente suspensa por iniciativa da Entidade Reguladora da Comunicação Social”. A RTP afirma que a fundamentação adicional que a ERC pediu a Maria Flor Pedroso já estava pronta; e que seria exposta durante essa audição “que não chegou a realizar-se”.

A RTP jacrescentou: “A administração da RTP convidou a nova diretora de informação de televisão, Maria Flor Pedrosom a formar a sua equipa em total liberdade. Proposta que a administração aceitou na íntegra, bem como a sua fundamentação. Nessa linha de autonomia, o conselho de administração da RTP considera que quem está em melhores condições para explicitar a fundamentação da constituição da equipa de informação de televisão perante a ERC é a própria diretora de informação”.

Paulo Dentinho tinha sido demitido do cargo de diretor de informação da RTP depois de duas publicações na página pessoal que mantinha na rede social Facebook. Nessas publicações, o jornalista falava sobre o modo como a sociedade fala sobre o problema da violência sexual contra as mulheres. O jornalista acabou por apagar as publicações da página, mas foi demitido mesmo assim.

Os adjuntos de Paulo Dentinho também foram demitidos nessa altura., mas a ERC chumbou essa decisão porque “considera insuficientemente fundamentados os pedidos de exoneração”. Em comunicado, o regulador anunciou que não se vai pronunciar sobre os novos nomes propostos pela RTP para a direção de informação “uma vez que os cargos não se encontram efetivamente vagos”.

(em atualização)

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mlferreira@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)