A Volkswagen, perante a iminência de uma quebra acentuada das exportações, é uma das empresas que mais tem pressionado o Governo português a tomar ação perante a situação da greve dos estivadores, para que o Porto de Setúbal seja desbloqueado. Perante um cenário económico que se pode agravar, o Governo está a ponderar avançar com uma requisição civil para normalizar a situação de greve, avança o Jornal Económico.

Só no caso da Autoeuropa, ao longo do período de greve, acumularam-se de mais de 20 mil viaturas, que foram colocadas no parqueamento da Base Aérea do Montijo e também no Porto de Setúbal, dado que a Autoeuropa produz a um ritmo de 800 viaturas por dia.

Greve dos estivadores no porto de Setúbal vai continuar “enquanto não estiverem resolvidos os problemas noutros portos”

No grupo de empresas lesadas pela paralisação do complexo portuário, encontram-se várias das principais exportadoras da região, nomeadamente a Navigator, a Volkswagen Autoeuropa e a Lusosider.

De acordo com o Jornal Económico, António Costa mandou fazer uma análise jurídica da possibilidade de se vir a recorrer à figura prevista no decreto-lei 637/74, que “define os princípios a que se deve obedecer a requisição civil. Esta medida excecional compreende o conjunto de medidas determinadas pelo Governo necessário, para, em circunstâncias particularmente graves, se assegurar o regular funcionamento de serviços essenciais de interesse público ou de setores vitais da economia nacional. A requisição civil depende de prévio reconhecimento da sua necessidade por Conselho de Ministros e efetiva-se por portaria dos ministros interessados”

Greve dos estivadores eventuais de Setúbal adia exportações de porcos para a China