Rep Democrática do Congo

Comissão Eleitoral da República do Congo incapaz de organizar eleições gerais no domingo

A Comissão diz que não tem capacidade técnica para organizar as eleições gerais, inicialmente previstas para 2016. Oito mil urnas eletrónicas ficaram destruídas num incêndio no dia 13 de dezembro.

As eleições de dezembro estavam previstas para 2016 e foram já adiadas duas vezes. Além de presidenciais, irão ainda permitir a escolha de representantes parlamentares a nível nacional e provincial

STEFAN KLEINOWITZ/EPA

A Comissão Eleitoral da República Democrática do Congo anunciou esta quinta-feira numa reunião com os candidatos que é “tecnicamente incapaz” de organizar as eleições gerais no domingo.

“A CENI (Comissão Nacional Eleitoral Independente) informou-nos de que não tem capacidade técnica para organizar as eleições em 23 de dezembro [domingo]”, referiu Théodore Ngoy, um dos candidatos, ao portal de informação congolês Actualité, à saída da reunião.

Segundo a agência noticiosa Efe, está programado para as 15h (14h em Lisboa) uma conferência de imprensa com o presidente da CENI, Corneille Nangaa, que dará mais informações. Contudo, a imprensa local e os candidatos acreditam que o adiamento das eleições é quase certo.

Inicialmente previstas para 2016, as eleições de dezembro foram já adiadas duas vezes, e, além de presidenciais, irão ainda permitir a escolha de representantes parlamentares a nível nacional e provincial. Centenas de estudantes encontram-se na Universidade de Kinshasa para exigir que as eleições sejam realizadas mesmo que a votação seja finalmente adiada.

O candidato de uma coligação da oposição “Lamuka” afirmou que “após mais de dois anos de atrasos constitucionais, um adiamento é injustificável”, num comunicado conjunto com os elementos da oposição Jean-Pierre Bemba e Moise Fayulu, cujos partidos estão integrados nessa coligação. “A CENI e o Governo ilegítimo de Kabila tiveram bastante tempo para preparar uma boa eleição, confiável e pacífica”, acrescenta o comunicado.

Em 13 de dezembro, oito mil urnas eletrónicas e outros equipamentos eleitorais ficaram destruídos num incêndio num dos principais armazéns da CENI em Kinshasa. De acordo com a organização não-governamental (ONG) local Associação Congolesa de Acesso à Justiça, pelo menos dez pessoas foram mortas nas eleições na República Democrática do Congo desde o início da campanha, em 22 de novembro.

Desde a sua independência do poder belga, em 1960, a República Democrática do Congo nunca testemunhou uma transição política pacífica.

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