Ângelo Correia não vê com bons olhos a intenção de Luís Montenegro desafiar, agora, a liderança de Rui Rio. Em declarações à TSF, aquele foi foi uma espécie de mentor de Passos Coelho numa primeira fase, diz que as movimentações internas vão debilitar o partido numa altura em que devia estar concentrado para as eleições.

“Tudo isso vai ocupar o partido numa luta interior, interna, que vai ter um grau de polarização extrema e que vai coincidir quase com as eleições (legislativas).” Ou seja, nessa altura, o PSD “vai estar em convulsão, pior do que está hoje em dia”, disse.

Por essa razão, Ângelo Correia considera que uma candidatura neste momento é “incompreensível”. E não se poupa nas críticas para os adversários internos de Rio: “Eles que andavam a acusar o Rui Rio de ser muleta do PS estão a provar ser a própria muleta. É incompreensível, a não ser por uma sede violenta e de poder que, na prática, vai destruir o partido”.

É esse o desfecho que antevê para o PSD caso não mude de lógica interna. Para Ângelo Correia, Montenegro (ou qualquer outro) devia esperar pela ida às urnas, porque se Rio perdesse, o desafiador teria “mais alguma legitimidade para atuar a seguir em congresso”. Assim sendo, diz, Montenegro “está num processo de flagelação interna do partido.”