Violência

Embaixada de Angola quer responsabilidades apuradas no caso do bairro Jamaica e fala em “uso excessivo da força”

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Além de estar atenta ao apuramento de responsabilidades nos incidentes de segunda-feira, a embaixada angolana pede também aos cidadãos angolanos que "se abstenham de ações negativas".

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Autor
  • Agência Lusa

A Embaixada de Angola em Portugal anunciou esta terça-feira que está atenta ao apuramento de responsabilidades no caso que ocorreu no bairro da Jamaica, no Seixal (Setúbal), apelando aos cidadãos angolanos que “se abstenham de ações negativas”.

“A Embaixada da República de Angola em Portugal tomou conhecimento de uma rixa entre duas senhoras, sendo uma cidadã angolana, depois de terem saído de uma festa, no bairro Jamaica. Lamentavelmente, ao responder ao apelo feito por uma das partes, as autoridades policiais viram-se envolvidas numa situação de resistência, desrespeito e agressão às autoridades o que derivou no uso excessivo da força exercida contra familiares da cidadã angolana que acorreram ao local”, refere a embaixada em comunicado enviado esta terça-feira à Lusa.

O documento acrescenta que as imagens divulgadas nas redes sociais, sobre o incidente, foram acompanhadas de “apelos à exacerbação dos ânimos e atitudes incontidas e de intolerância de vária índole”

“Ao tomar conhecimento dos referidos factos, o Consulado Geral de Angola em Lisboa, deslocou-se de imediato ao local e prestou o apoio consular aos membros da família nos termos da lei e das suas atribuições, inclusive junto das instâncias policiais e judiciais portuguesas, no âmbito das quais foram e estão a ser feitas as averiguações necessárias e apuradas as devidas responsabilidades”, frisa.

Em relação os casos de desordem pública que ocorreram posteriormente, a Embaixada de Angola reprovou os atos, garantindo que vai denunciar “quaisquer tentativas de aproveitamento ou a intenção de ligação desses desacatos que põem em causa a tranquilidade e ordem pública”.

“Assim, apela aos cidadãos angolanos a assumir uma atitude de serenidade e civismo, respeitando as leias e a ordem pública do país de acolhimento, abstendo-se de ações negativas e de participar em atos que mais não são do que aproveitamentos alheios com fins inconfessos”, salienta o comunicado.

A PSP reforçou esta terça-feira o policiamento com elementos da Unidade Especial de Polícia na Bela Vista, em Setúbal, e em algumas zonas de Loures e Odivelas (distrito de Lisboa), após incidentes registados durante a noite, com o lançamento de “cocktails Molotov” contra uma esquadra e o incêndio de caixotes e de várias viaturas.

Em comunicado, a PSP informou que continua as investigações a estes incidentes, “nada indiciando, até ao momento, que estejam associados à manifestação” de protesto contra uma intervenção policial no bairro da Jamaica, no Seixal (Setúbal).

Após a manifestação em frente ao Ministério da Administração Interna na segunda-feira, em Lisboa, quatro pessoas foram detidas na sequência do apedrejamento de elementos da PSP por participantes no protesto, convocado para dizer “basta à violência policial” e “abaixo o racismo”.

Este protesto ocorreu um dia depois de incidentes em Vale de Chícharos, conhecido por bairro da Jamaica, entre a PSP e moradores, de que resultaram feridos cinco civis e um polícia, sem gravidade.

O Ministério Público e a PSP abriram inquéritos aos incidentes no bairro da Jamaica.

Os quatro manifestantes detidos em Lisboa vão ser julgados sumariamente em 07 de fevereiro.

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