O comentador político e conselheiro de Estado, Luís Marques Mendes, disse este sábado na SIC que “pode estar iminente a requisição civil dos enfermeiros”, podendo o Governo tomar esta decisão “nos próximos dias”.

De acordo com o que Marques Mendes avançou na sua rubrica de comentário na SIC, o governo tornou a pedir um parecer ao conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República sobre esta hipótese, depois de já ter feito o mesmo em novembro, ocasião em que recebeu resposta negativa.

Greve. O que separa os enfermeiros e o Governo?

Porém, adianta o comentador, o desfecho desta vez pode ser diferente. “O conselho consultivo da PGR pode vir a dar parecer favorável ao Governo, face à natureza da greve e à sua duração”, antecipa Luís Marques Mendes, que adiantou que nesse caso o Governo “tomará de imediato a decisão” de avançar com uma requisição civil contra a greve às cirurgias dos enfermeiros.

Recorde-se que esta sexta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, declarou que as greves dos enfermeiros têm sido “selvagens” e que são “absolutamente ilegais”.

Greve dos enfermeiros. Planeada de forma cirúrgica para ser tremendamente eficaz

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

“A CGD hoje é diferente”

Luís Marques Mendes comentou ainda o caso da auditoria à Caixa Geral de Depósitos, publicado na íntegra no site da Assembleia da República — ainda que por acidente, uma vez que a intenção era divulgá-lo com nomes rasurados. O ex-presidente do PSD referiu que a divulgação do relatório “é uma vitória da opinião pública e da opinião publicada, porque foi a pressão da opinião pública e publicada que levou a que a auditoria fosse de facto divulgada”.

CGD. Parlamento divulga sem querer versão da auditoria em que se pode ler informação escondida

Luís Marques Mendes referiu ainda que, ao contrário da opinião pública e publicada, os gestores, os supervisores e sobretudo os devedores não queriam a divulgação do relatório. “Há esta pouca vergonha nacional de que vários devedores passeiam-se aí pelo país todo, governando-se à grande e à francesa devendo milhões à CGD”, disse. Sobre os partidos acrescentou que “no início aquilo era informação um pouco incómoda, embora agora no final, justiça seja feita, os partidos estiveram muito bem a corresponder ao anseio da opinião pública”.

O comentador da SIC procurou ainda sublinhar que “a Caixa de hoje já é diferente”, atribuindo esse opinião ao facto de a supervisão ser agora não do Banco de Portugal, mas sim do Banco Central Europeu, e de haver “finalmente uma gestão competente”, a cargo de Paulo Macedo.

CGD. Dívida milionária de Berardo renegociada apesar de sinal vermelho da Direção de Risco