Luís Marques Mendes

Marques Mendes diz que governo deverá ter autorização para requisição civil contra greve dos enfermeiros

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Luís Marques Mendes diz que o Governo pediu parecer à Procuradoria-Geral da República para fazer uma requisição civil na greve dos enfermeiros e que a resposta deve ser positiva.

CARLOS BARROSO/LUSA

O comentador político e conselheiro de Estado, Luís Marques Mendes, disse este sábado na SIC que “pode estar iminente a requisição civil dos enfermeiros”, podendo o Governo tomar esta decisão “nos próximos dias”.

De acordo com o que Marques Mendes avançou na sua rubrica de comentário na SIC, o governo tornou a pedir um parecer ao conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República sobre esta hipótese, depois de já ter feito o mesmo em novembro, ocasião em que recebeu resposta negativa.

Porém, adianta o comentador, o desfecho desta vez pode ser diferente. “O conselho consultivo da PGR pode vir a dar parecer favorável ao Governo, face à natureza da greve e à sua duração”, antecipa Luís Marques Mendes, que adiantou que nesse caso o Governo “tomará de imediato a decisão” de avançar com uma requisição civil contra a greve às cirurgias dos enfermeiros.

Recorde-se que esta sexta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, declarou que as greves dos enfermeiros têm sido “selvagens” e que são “absolutamente ilegais”.

“A CGD hoje é diferente”

Luís Marques Mendes comentou ainda o caso da auditoria à Caixa Geral de Depósitos, publicado na íntegra no site da Assembleia da República — ainda que por acidente, uma vez que a intenção era divulgá-lo com nomes rasurados. O ex-presidente do PSD referiu que a divulgação do relatório “é uma vitória da opinião pública e da opinião publicada, porque foi a pressão da opinião pública e publicada que levou a que a auditoria fosse de facto divulgada”.

Luís Marques Mendes referiu ainda que, ao contrário da opinião pública e publicada, os gestores, os supervisores e sobretudo os devedores não queriam a divulgação do relatório. “Há esta pouca vergonha nacional de que vários devedores passeiam-se aí pelo país todo, governando-se à grande e à francesa devendo milhões à CGD”, disse. Sobre os partidos acrescentou que “no início aquilo era informação um pouco incómoda, embora agora no final, justiça seja feita, os partidos estiveram muito bem a corresponder ao anseio da opinião pública”.

O comentador da SIC procurou ainda sublinhar que “a Caixa de hoje já é diferente”, atribuindo esse opinião ao facto de a supervisão ser agora não do Banco de Portugal, mas sim do Banco Central Europeu, e de haver “finalmente uma gestão competente”, a cargo de Paulo Macedo.

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