Economia

Adesão a bancos digitais em Portugal tem aumentado. São mais de 150 mil clientes

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O motivo para esta mudança pode estar relacionada com o aumento das comissões bancárias, além da rapidez dos bancos digitais e do facto de serem mais baratos. Revolut e Llydia são dois exemplos.

O CEO da Revolut, Nikolay Storonsky, na Web Summit de 2018 em Lisboa

Eoin Noonan /Web Summit via Getty Images

Os portugueses têm aderido cada vez mais aos bancos digitais. De acordo com dados recolhidos pelo Jornal de Negócios, já são mais de 150 mil portugueses a recorrer a estas ferramentas como meio de substituição dos bancos tradicionais. O motivo para esta mudança pode estar relacionada com o aumento das comissões bancárias, além da rapidez dos bancos digitais e do facto de serem mais baratos.

A Revolut e a Llydia são dois exemplos destas alternativas bancárias que têm feito sucesso em Portugal. Em números, a Revolut tem atualmente “cerca de 100 mil clientes em Portugal, com cerca de 300 a 400 novos utilizadores por dia e temos cerca de 25 mil utilizadores mensais ativos”, adiantou fonte desse banco digital ao Negócios. Já a Lydia, aplicação que permite fazer pagamentos digitais a amigos, familiares e em estabelecimentos comerciais, reúne 50 mil utilizadores em Portugal, número que contribui para os três milhões de clientes da fintech na Europa.

Mas afinal, porque é que os portugueses têm optado pelos bancos digitais? Para Filipe Garcia,  economista da IMF – Informação de Mercados Financeiros, há três fatores a destacar e que justificam a adesão cada vez maior: a simplicidade na utilização, funcionalidades e o baixo custo. O economista acrescenta, em declarações ao Negócios, que o outro motivo está no “querer usar sistemas novos e mais sofisticados, diferentes da norma, fora dos ‘players’ tradicionais” e que, nesse contexto, “os bancos tradicionais é que têm de decidir se vão desistir dos seus clientes”.

E o que é que estas novas alternativas oferecem?

No caso da Revolut, que é uma das empresas mais conhecidas, é oferecida uma conta aos clientes portugueses, que pode ser aberta em alguns minutos e a partir da qual podem fazer transferências internacionais, trocar dinheiro em 24 moedas e gastar dinheiro, de forma gratuita e sem pagar comissões até certos plafonds. Tudo isto pode ser feito em cerca de 150 países através de um cartão da Mastercard ou Visa associado à conta. Mas as inovações não se ficam por aqui: o objetivo da “fintech” é começar a oferecer serviços de crédito, também com preços mais acessíveis em relação aos bancos tradicionais.

Os portugueses que optarem pela Lydia têm acesso a um serviço de pagamentos instantâneos e gratuitos a outras entidades, como explica o Negócios. E há ainda outras empresas, como é o caso da Monese, que entrou em Portugal em outubro e que oferece uma conta que pode ser aberta em poucos segundos e que fica disponível em 20 países. A N26 é outra opção bancária digital de origem alemã, que permite aos clientes ter uma conta grátis através da associação a um cartão de débito Mastercard. Os utilizadores ficam livres de taxas de câmbio e comissões “escondidas”.

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