Futebol

Morreu Frederico, antigo internacional que foi bicampeão pelo Benfica e esteve oito anos no Boavista

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Morreu este domingo Frederico Rosa, central que foi internacional (esteve no Mundial de 1986) e passou por Benfica – onde foi bicampeão – e Boavista, entre outros. Tinha 61 anos.

Frederico com Humberto Coelho no Benfica, onde fez dupla com a sua grande referência no futebol

D.R. Facebook

Morreu Frederico Rosa, ex-central português que foi internacional e esteve no Mundial de 1986, tendo feito sobretudo carreira no Benfica e no Boavista, entre passagens por CUF, Barreirense, V. Guimarães, E. Amadora e Leixões. Tinha 61 anos.

Nascido a 6 de abril de 1957, o jogador fez a sua formação na CUF, onde se estreou aos 18 anos como sénior na temporada de 1975/76, tendo realizado um total de 15 jogos numa época que terminou com a descida à Segunda Divisão. Manteve-se na equipa por mais duas épocas, então no escalão secundário, tendo depois assinado pelo Barreirense, onde foi um dos principais destaques a par de Carlos Manuel (que também tinha estado na CUF) num plantel treinado pela antiga glória do Benfica José Augusto e com outros nomes consagrados como o guarda-redes Jorge Martins ou os médios e avançados Pavão, Araújo e Praia, que chegaram em momentos diferentes a passar pelo plantel principal dos encarnados.

Em 1979/80, de novo com o companheiro de sempre Carlos Manuel, Frederico Rosa rumou ao Benfica, onde iria permanecer por quatro temporadas. Acabou por não fazer qualquer encontro do Campeonato nessa primeira época onde Mário Wilson era treinador, “tapado” por velhas glórias da defesa encarnada como Humberto Coelho (o seu grande ídolo), Alhinho, Bastos Lopes, Pietra e Laranjeira, mas jogou duas partidas a contar para a Taça de Portugal, que as águias venceriam na final com o FC Porto. Bento, Toni, Shéu, Chalana, Diamantino e Nené, entre outros, também faziam parte desse plantel.

Nas duas temporadas seguintes, o central tornou-se uma opção mais regular na defesa comandada por Lajos Baroti, que foi campeão e ganhou a Taça de Portugal em 1980/81 (além da Supertaça), uma “dobradinha” conseguida também por Sven-Goran Eriksson em 1982/83, última época de Frederico na Luz antes de rumar ao Boavista (e onde foi titular na final da Taça UEFA, que os encarnados perderam para os belgas do Anderlecht), onde jogaria depois oito temporadas – e onde voltaria a encontrar, em 1990/91, Carlos Manuel, que entretanto passara por Sion (Suíça) e Sporting.

No Bessa, onde foi treinado por Henrique Calisto, João Alves, José Torres, Pepe ou Raúl Águas, e jogou com alguns elementos carismáticos dos axadrezados como João Alves, Caetano, Alfredo, Phil Walker, Pedro Barny, Casaca, Filipovic, Jaime Graça, Agatão, Caetano, Nelo, Isaías, João Pinto ou Bobó, tornou-se referência da equipa, chegou a capitão de equipa e continuou a ir à Seleção Nacional, tendo marcado presença no Mundial de 1986 (três jogos) entre 18 internacionalizações. Por influência do treinador João Alves, passou ainda por V. Guimarães (onde partilhou balneário com Paulo Bento, Pedro Barbosa, N’Dinga, Basaúla, Ziad ou Caio Júnior), E. Amadora (com José Carlos, Edmundo, Fernando Mendes, Calado ou Mário Jorge) e Leixões, em 1994/95, quando o conjunto de Matosinhos estava na 2.ª Divisão B.

“Em meu nome pessoal e de todos os benfiquistas apresento as mais sentidas condolências à família de Frederico. Foi com profunda tristeza que tomámos conhecimento do seu falecimento, e para sempre ficará na memória de todos as qualidades de um defesa central internacional de enorme qualidade”, destacou Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica.

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