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BCE não sobe taxas de juro “pelo menos até ao fim do ano”

Indicação anterior era de que os juros não subiriam "pelo menos até ao verão de 2019". Além desta mudança de discurso, o BCE anunciou novas operações de financiamento de longo prazo.

O BCE justificou a decisão face aos riscos de abrandamento da economia na zona euro

ARNE DEDERT/EPA

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta quinta-feira que vai deixar as taxas de juro inalteradas, nos níveis mínimos atuais, “pelo menos até ao final de 2019”. A indicação anterior que existia era de que os juros não subiriam “pelo menos até ao verão de 2019”, ou seja, Mario Draghi decidiu enviar uma mensagem de maior estímulo monetário à economia. Além desta mudança de discurso, o BCE anunciou novas operações de financiamento de longo prazo.

Em comunicado divulgado após a reunião de política monetária desta quinta-feira, o BCE referiu que a principal taxa de refinanciamento se mantém em 0%, a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez permanece em 0,25% e a taxa de juro dos depósitos continua em terreno negativo (-0,40%). Não era esperada qualquer alteração nestes valores — a principal notícia aqui é que foi transmitido que estes níveis irão permanecer até ao final do ano, pelo menos, uma consequência dos riscos de abrandamento económico na zona euro, que podem afastar a zona euro ainda mais das metas de inflação.

“As medidas, em si, não são uma grande surpresa mas o momento escolhido para o anúncio é surpreendente”, comentam analistas do ING, em reação. “Na nossa opinião, é claramente uma tentativa por parte do BCE de se antecipar, tentando evitar um aperto indesejado” que possa ocorrer nos mercados monetários.

BCE revê em baixa previsão de crescimento para 1,1% na zona euro

O Banco Central Europeu (BCE) baixou esta quinta-feira em seis décimas a sua previsão de crescimento na zona euro em 2019 para 1,1%, quando em dezembro tinha antecipado um crescimento de 1,7%.

O presidente do BCE, Mario Draghi, que a entidade também reviu em baixa a previsão de crescimento para 2020 para 1,6% (1,7% em dezembro) e manteve de 2021 em 1,5%.

O presidente do BCE justificou esta revisão em baixa com a acumulação de riscos para economia.

Já em dezembro, o BCE tinha revisto em baixa as suas previsões de crescimento em relação ao que antecipara em setembro.

BCE lança nova vaga de empréstimos para reforçar apoio à economia

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou também esta quinta-feira o lançamento em setembro de uma nova vaga de empréstimos de longo prazo aos bancos, para preservar “as condições favoráveis de crédito”.

O objetivo destas novas operações de refinanciamento, entre setembro de 2019 e março de 2021, cada uma com uma maturidade de dois anos, é também estimular a economia, numa altura em que o crescimento não mostra grande vigor, o mesmo acontecendo com a inflação.

O dinheiro será emprestado aos bancos a uma taxa de juro correspondente à principal taxa de refinanciamento do BCE, atualmente em 0%.

Na reunião de hoje do BCE, a instituição indicou também que espera deixar as taxas de juro inalteradas “pelo menos até ao final de 2019”, quando até agora prometia mantê-las nos níveis atuais “pelo menos até ao verão”.

As medidas foram anunciadas antes de serem divulgadas as novas previsões de crescimento e de inflação do BCE.

Mario Draghi, presidente do BCE, vai explicar esta quinta-feira estas decisões em conferência de imprensa.

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