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Costa recusa braço de ferro com os enfermeiros, mas admite reivindicações “absolutamente impossíveis”

O primeiro-ministro recusou a ideia da existência de um braço de ferro entre os enfermeiros e o Governo e afirmou que "há reivindicações que são absolutamente impossíveis" de responder.

António Costa respondia aos jornalistas à margem da inauguração do novo centro de saúde de Odivelas, no distrito de Lisboa, que representou um investimento de 1,4 milhões de euros

Manuel Almeida/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, recusou esta segunda-feira a existência de um braço de ferro entre o Governo e os enfermeiros, mas defendeu não poder haver acordo em tudo, “porque há reivindicações que são absolutamente impossíveis”.

“Não há nenhum braço de ferro”, começou por dizer o primeiro-ministro quando questionado pelos jornalistas.

Agora, não há acordo quanto a tudo, porque há reivindicações que são absolutamente impossíveis no esforço que temos vindo a fazer, e que temos de continuar a fazer, para continuarmos a contratar mais profissionais, podermos continuar a não aumentar as taxas moderadoras, podermos continuar a investir em equipamento, em novas instalações que melhoram também as condições de trabalho de quem trabalha”, acrescentou.

António Costa respondia aos jornalistas à margem da inauguração do novo centro de saúde de Odivelas, no distrito de Lisboa, que representou um investimento de 1,4 milhões de euros, para servir 41.800 utentes.

O chefe de Governo considerou que, se o Governo quiser “fazer tudo isto”, terá de “conjugar as diferentes necessidades”, comparando esta questão à “vida de uma família”.

Questionado pela agência Lusa sobre se já avançou com a queixa na Justiça contra a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, como anunciou em fevereiro que iria fazer, o primeiro-ministro indicou apenas que “os factos foram transmitidos às autoridades próprias”.

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